Óleo de soja tem a menor participação no biodiesel desde 2008
Dados da ANP indicam que, em 2012, a soja teve sua menor participação anual no mix de matérias-primas do biodiesel brasileiro desde 2008.
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Dados da ANP indicam que, em 2012, a soja teve sua menor participação anual no mix de matérias-primas do biodiesel brasileiro desde 2008.
Dados da ANP indicam que, em 2012, a soja teve sua menor participação anual no mix de matérias-primas do biodiesel brasileiro em quatro anos. A informação surge com a publicação da edição de janeiro do Boletim Mensal do Biodiesel que traz os dados relativos ao mês de dezembro, o que permite colocar em perspectiva os números do ano passado.
O dado mais chamativo é a perda de espaço do óleo de soja que encerrou o ano com 74,1% de participação. Desde 2008, quando fechou em 74,7%, a soja não tinha um desempenho tão baixo.
A soja vinha perdendo participação desde o mês de maio quando cravou 80,1% do mercado – seu teto no ano. Até agosto, contudo, os números se mantiveram praticamente estáveis com reduções depois da vírgula. Foi só a partir de setembro que a tendência de queda começou a se acelerar com quedas mensais. Em dezembro, o percentual da soja foi o menor do ano com 70,5%. Essa é a menor participação mensal desde os 65,8% registrados em junho de 2008.
Sem diversidade Embora a redução da dependência em relação ao óleo de soja possa ser considerada uma novidade positiva, esse movimento não significa que o mercado esteja realmente ficando mais diversificado.
O mercado simplesmente trocou a soja por outras matérias-primas já consolidadas com um maior uso do sebo bovino e do óleo de algodão – 17,2% e 4,5, respectivamente. Já a categoria “outras” caminhou de marcha-ré e perdeu quase 0,2% de participação no mercado.
Regiões O óleo de soja continua sendo a matéria-prima dominante entre as usinas das regiões Nordeste (55,6%), Centro-Oeste (85%) e Sul (70,3%). Já o sebo bovino liderou o ranking no Norte (96,1%) e Sudeste (47,8%).
Embora não tenham liderando em nenhuma região, o algodão teve participação importante no Nordeste (26%) e Sudeste (9,1%).
De uma forma geral, o Sudeste foi a região que teve a distribuição mais equilibrada de matérias-primas [veja tabela].