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Faltando 3 meses para fim do ano, Brasil bate recorde de exportação de soja

As exportações brasileiras do grão ao longo deste ano já passaram de 87,2 milhões de toneladas

BiodieselBR.com 4 min de leitura

O Brasil nunca exportou tanta soja quanto em 2023. Faltando ainda três meses para o fim do ano, mais de 87,2 milhões de toneladas do grão já saíram do país. Isso supera as 86,1 milhões de toneladas que foram exportadas ao longo de todo o ano de 2021 quando o recorde atual foi definido.

Pelos dados mais recentes divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a respeito da balança comercial brasileira, o martelo foi batido em definitivo no mês passado quando os exportadores embarcaram 6,4 milhões de toneladas de soja para o exterior.

Os embarques mensais vêm caindo desde o pico registrado em maio – quando quase 15,6 milhões de toneladas foram vendidas – seguindo a curva sazonal do mercado de soja nos 5 anos anteriores.

Tipicamente, o pico das exportações brasileiras acontece entre abril e maio; daí em diante, os embarques vão recuando mês a mês. Esse movimento está acontecendo em 2023 também, o ritmo, contudo, tem sido mais lento. Nos quatro meses que se passaram desde o pico exportador de maio apenas entre junho e julho a contração foi maior agora do que na média de cinco anos. Nos outros três períodos o nível das vendas caiu menos do que em anos anteriores.

O Brasil nunca exportou tanta soja quanto em 2023. Faltando ainda três meses para o fim do ano, mais de 87,2 milhões de toneladas do grão já saíram do país. Isso supera as 86,1 milhões de toneladas que foram exportadas ao longo de todo o ano de 2021 quando o recorde atual foi definido.

Pelos dados mais recentes divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a respeito da balança comercial brasileira, o martelo foi batido em definitivo no mês passado quando os exportadores embarcaram 6,4 milhões de toneladas de soja para o exterior.

Os embarques mensais vêm caindo desde o pico registrado em maio – quando quase 15,6 milhões de toneladas foram vendidas – seguindo a curva sazonal do mercado de soja nos 5 anos anteriores.

Tipicamente, o pico das exportações brasileiras acontece entre abril e maio; daí em diante, os embarques vão recuando mês a mês. Esse movimento está acontecendo em 2023 também, o ritmo, contudo, tem sido mais lento. Nos quatro meses que se passaram desde o pico exportador de maio apenas entre junho e julho a contração foi maior agora do que na média de cinco anos. Nos outros três períodos o nível das vendas caiu menos do que em anos anteriores.

Com isso, as exportações em setembro de 2023 está cerca de 43,7% acima da média de 5 anos. Percentualmente, essa é a maior diferença entre um mês de 2023 e a linha média.

Resultado esperado

Desde cedo o mercado já dava o recorde como certo. As primeiras projeções para o ciclo atual divulgadas pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) em outubro de 2022 já indicavam que os embarques seriam de 93 milhões de toneladas – abrindo 8% de vantagem sobre o resultado de 2021.

Em sua atualização mais recente, a Abiove elevou a estimativa para 100 milhões de toneladas – 7,5% maior do que o número original. Se o novo número se confirmar teremos uma expansão de 16,1% no recorde.

A projeção da Abiove é um pouquinho mais otimista do que é possível estimar olhando as médias dos últimos anos. Entre 2018 e 2021, as exportações nos três primeiros trimestres representaram 88% do total anual. Com base nisso é possível antecipar que os embarques devem fechar o ano em 99,1 milhões de toneladas

Ganhos menores

O recorde no volume exportado não virou – ainda – recorde de faturamento. Em setembro as exportações renderam US$ 3,3 bilhões ao país o que puxou a parcial de do ano para US$ 45,6 bilhões. Esse valor ainda está um pouco aquém do valor apurado no ano passado quando as exportações de soja in natura renderam US$ 46,5 bilhões aos sojicultores.

O motivo desse resultado vem dos preços menos atraentes que a soja brasileira tem recebido no mercado internacional desde o final do ano passado.

Até julho, o valor em dólares recebido por cada tonelada de soja exportada chegou a cair mais de 21%. Nos últimos dois meses, no entanto, os preços reagiram e recuperaram 5,6% chegando a US$ 516,04.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
 

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