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Exportadores de soja puxam freio de mão em novembro

Ritmo de embarques caiu praticamente pela metade tanto em relação ao mês anterior quanto no comparativo anual

BiodieselBR.com 3 min de leitura

As exportações brasileiras de soja registraram uma freada brusca no mês passado. De acordo com os números mais recentes divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os embarques do grão no último mês foram ligeiramente superiores a 2,55 milhões de toneladas – uma redução de 45,8% em relação ao registrado no mês anterior e de quase 51% em relação ao mesmo período de 2023.

Já são quatro meses seguidos com comparativos anuais negativos, o que – finalmente – fez com que o acumulado de 2024 perdesse a liderança no ranking de anos mais exportadores para a sojicultura brasileira. Até o mês passado, 2024 liderava com uma margem de 1,5% sobre o acumulado entre janeiro e outubro de 2023. Agora, a relação quase se inverteu, com 2023 ficando 1,2% à frente do somatório das exportações registradas ao longo dos 11 primeiros meses de 2024.

As exportações brasileiras de soja registraram uma freada brusca no mês passado. De acordo com os números mais recentes divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os embarques do grão no último mês foram ligeiramente superiores a 2,55 milhões de toneladas – uma redução de 45,8% em relação ao registrado no mês anterior e de quase 51% em relação ao mesmo período de 2023.

Já são quatro meses seguidos com comparativos anuais negativos, o que – finalmente – fez com que o acumulado de 2024 perdesse a liderança no ranking de anos mais exportadores para a sojicultura brasileira. Até o mês passado, 2024 liderava com uma margem de 1,5% sobre o acumulado entre janeiro e outubro de 2023. Agora, a relação quase se inverteu, com 2023 ficando 1,2% à frente do somatório das exportações registradas ao longo dos 11 primeiros meses de 2024.

Embora a safra 2023/24 não tenha sido ruim – as 147,7 milhões de toneladas colhidas fazem desta a segunda melhor temporada da história –, o clima no início do ano foi pouco favorável, levando a uma frustração nas expectativas dos agricultores.

Mesmo com um excedente exportável de soja menor, os exportadores abriram o ano com bom apetite. Isso fez com que 2024 começasse com uma liderança que só agora pôde ser superada. Até o momento, os embarques do grão somam 96,85 milhões de toneladas. A expectativa da indústria é que o ano se encerre com 98,3 milhões de toneladas vendidas, deixando um saldo inferior a 1,5 milhão de toneladas para dezembro.

Freio de mão

Se, até o mês passado, os embarques vinham se sustentando acima dos níveis médios dos últimos cinco anos, em novembro a situação mudou. O volume embarcado ficou cerca de 23,5% abaixo da média dos últimos anos.

De maneira geral, o mercado externo está demandando menos soja brasileira. A queda afetou tanto as importações chinesas (-40% na comparação mensal) quanto os 14 outros países que receberam cargas de soja brasileira no último mês (-63,5%).

No total, a participação no mercado internacional de soja in natura rendeu ao Brasil US$ 1,11 bilhão em novembro. Em média, os exportadores foram remunerados com US$ 435,83 por cada tonelada de soja exportada – alta de 1,9% em relação à média do mês anterior.

Até o momento, as vendas de soja renderam US$ 42,1 bilhões à economia brasileira.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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