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Exportações de óleo de soja em maio foram os maiores em mais de 18 anos

Brasil exportou perto de 321 mil toneladas de óleo de soja no mês de maio. A última vez que o país havia exportado um volume maior foi em agosto de 2004.

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Há muito tempo que o Brasil não exportava tanto óleo de soja em um único mês. Em maio, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mediu que quase 321 mil toneladas do derivado do principal produto do agronegócio nacional saíram pelos portos do país com destino à clientes internacionais. A última vez que um volume mensal maior do que este havia sido registrado foi em agosto de 2004 – mais de 18 anos atrás.

Em relação ao ano passado, as exportações deram um salto. Entre maio de 2022 e maio de 2023, as vendas de óleo de soja brasileiro aumentaram 22,9%. O resultado foi puxado principalmente pela demanda da Índia que ficou com 64,2% – cerca de 206,1 mil toneladas – do óleo vendido pelo Brasil no mês passado.

Desde janeiro, foram exportadas perto de 1,19 milhão de toneladas de óleo de soja. É perto de um quarto – 24,6% – mais do que no mesmo período do ano passado.

Há muito tempo que o Brasil não exportava tanto óleo de soja em um único mês. Em maio, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mediu que quase 321 mil toneladas do derivado do principal produto do agronegócio nacional saíram pelos portos do país com destino à clientes internacionais. A última vez que um volume mensal maior do que este havia sido registrado foi em agosto de 2004 – mais de 18 anos atrás.

Em relação ao ano passado, as exportações deram um salto. Entre maio de 2022 e maio de 2023, as vendas de óleo de soja brasileiro aumentaram 22,9%. O resultado foi puxado principalmente pela demanda da Índia que ficou com 64,2% – cerca de 206,1 mil toneladas – do óleo vendido pelo Brasil no mês passado.

Desde janeiro, foram exportadas perto de 1,19 milhão de toneladas de óleo de soja. É perto de um quarto – 24,6% – mais do que no mesmo período do ano passado.

Demanda resiliente

O resultado de maio mostra resiliência da parte do mercado exportador. Com o retorno do B12 em abril, havia uma expectativa que os embarques caíssem à medida que uma parcela maior do produto nacional fosse absorvida pelo setor de biodiesel para atender o aumento na produção.

O mercado externo foi a saída encontrada pelas esmagadoras para escoar o óleo que estava sobrando no mercado doméstico depois que Governo Bolsonaro passou a restringir a adição de biodiesel numa tentativa de reduzir pressões sobre os preços do óleo diesel. Foram praticamente dois anos de misturas reduzidas, desde que a medida foi implementada em abril de 2021. O corte levou a produção das usinas brasileiras a cair 7,1% no ano passado.

Com menos óleo de soja sendo transformado em biodiesel, as exportações do produto dispararam revertendo uma tendência de queda que vinha se mantendo desde a implementação da mistura obrigatória em 2008. No ano passado quase 2,61 milhões de toneladas de óleo saíram do país – o maior volume desde 2005.

O retorno da mistura de biodiesel, portanto, deveria fazer esse movimento refluir. A estimativa mais recente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) é que as exportações caiam cerca de 17,2% este ano, ficando em 2,15 milhões de toneladas.

Aumento menor

Do lado da indústria do biodiesel o aumento na produção realmente veio. Em abril, foram fabricados cerca de 578,1 mil m³ – melhor resultado nos últimos 8 meses e alta de 6,5% em relação ao resultado de março.

Foi um resultado um pouco mais baixo do que o mercado gostaria porque o mercado de diesel não ajudou. Em abril, as vendas de diesel das distribuidoras apresentaram variação negativa de 1,7%.

Ganhos mais baixos

O aumento no volume exportado não se traduziu em ganhos maiores para a economia nacional. As exportações de óleo de soja renderam US$ 327,3 milhões em maio – cerca de R$ 1,63 bilhão pela cotação média do dólar no mês passado.

O valor em dólares foi 29% menor do que os US$ 460,6 milhões registrados em maio do ano passado. Resultado da queda nas cotações do produto. No mês passado, cada toneladas de óleo foi remunerada com US$ 1.019,84, aproximadamente 42,2% abaixo da cotação de um ano atrás.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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