Volume de óleo diesel comercializado por distribuidoras no mês passado recuou cerca de 1,7% em relação ao registrado em abril de 2022
Depois de ter vendido diesel como nunca em março, o mercado nacional voltou a andar com o freio puxado. Segundo o mais novo balanço da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em abril as distribuidoras reportaram a venda de 4,9 milhões de m³ do derivado.
O volume é cerca de 1,7% inferior aos 4,99 milhões de m³ que foram comercializados pelas distribuidoras em abril de 2022. O resultado final está um pouco acima daquele que a ANP sinalizava de forma preliminar. Ontem (30), o painel dinâmico da agência apontava para a venda de 4,88 milhões de m³.
Depois de ter vendido diesel como nunca em março, o mercado nacional voltou a andar com o freio puxado. Segundo o mais novo balanço da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em abril as distribuidoras reportaram a venda de 4,9 milhões de m³ do derivado.
O volume é cerca de 1,7% inferior aos 4,99 milhões de m³ que foram comercializados pelas distribuidoras em abril de 2022. O resultado final está um pouco acima daquele que a ANP sinalizava de forma preliminar. Ontem (30), o painel dinâmico da agência apontava para a venda de 4,88 milhões de m³.
Apesar dessa nova freada, 2023 segue no azul. Somando as vendas reportadas nos primeiros quatro meses do ano, o mercado já movimentou 20 milhões de m³ de óleo diesel contra 19,5 milhões de m³ no mesmo período do ano passado – aumento de 2,4% nas vendas. Lembrando que três dos quatro meses do ano as vendas foram inferiores às do ano passado.
Esse o maior volume de diesel vendido num primeiro quadrimestre já registrado.
Melhor que a encomenda
Ajudou o fato de, em março, o mercado ter se saído um pouco melhor do que o informado inicialmente. O volume movimentado foi quase 32 mil m³ maior do que o informado pela ANP no relatório anterior. O número revisado chega perto dos 5,85 milhões de m³ de diesel, ampliando – ao menos um pouquinho – o recorde mensal.
Apesar do resultado positivo na somatória anual, o diesel voltou a se sair pior que o mercado de combustíveis em geral. As vendas totais das distribuidoras avançaram 1,3% na comparação dos números de abril de 2023 e os do ano anterior.
No segmento do Ciclo Otto – gasolina C e etanol hidratado – houve expansão de 3,8% nas vendas com um total de 4,84 milhões de m³ vendidos. Já os outros combustíveis que têm seu mercado acompanhado pela ANP tiveram demanda de 1,69 milhão de m³, com aumento de aproximadamente 3,5% na demanda.
Tudo somado, o Brasil consumiu 11,4 milhões de m³ de produtos energéticos. São 147,8 mil m³ a mais do que um ano atrás.
Crescimento ao sul
Das cinco regiões brasileiras, as vendas de diesel só apresentaram crescimento na Região Sul. Em abril, a demanda pelo derivado nos três estados mais meridionais do Brasil teve aumento 24,5 mil m³ – cerca de 2,3% – sobre 2022.
No total, a região movimentou 1,07 milhão de m³ de diesel.
Nas outras quatro regiões do país, a demanda caminhou para trás. Em termos absolutos o prejuízo foi puxado pela Região Sudeste onde o consumo foi de 1,93 milhões de m³ com encolhimento de 58,5 mil m³ sobre o ano passado.
Já o mercado do Norte foi o que teve a maior redução relativa, com as vendas ficando 4,6% menores do que em 2022.
Biodiesel no azul
A produção de biodiesel de abril foi capaz de cobrir 100% do mercado de mistura obrigatória. Segundo a ANP, as usinas informaram a produção de 578,1 mil m³ de biocombustível; melhor resultado em 8 meses.
Descontadas as vendas de diesel marítimo que foram de 110,1 mil m³, o mercado nacional demandou um total de 575,1 mil m³ de B100. Dessa forma, a produção ficou praticamente ajustada à demanda, com uma sobra de menos de 3 mil m³.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com