BiodieselBR
Publicidade

Capacidade da indústria de esmagamento ultrapassa marca da 200 mil t/d

Levantamento publicado pela Abiove este ano mostra avanço de 4,1% sobre os dados anteriores

BiodieselBR.com 5 min de leitura

A indústria nacional de esmagamento vive um bom momento. Segundo a mais recente atualização do levantamento periódico realizado junto às empresas do setor pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), a o país deverá fechar este ano com 122 unidades industriais dedicadas ao processamento de oleaginosas, cuja capacidade produtiva somada passa das 202,3 mil toneladas por dia (t/d) – o que dá aproximadamente 66,7 milhões de toneladas por ano.

Trata-se do maior valor registrado pela Abiove desde que a Pesquisa de Capacidade Instalada das Indústrias de Óleos Vegetais começou a ser realizada em 1989. Essa capacidade representa um crescimento de 4,1% sobre ao valor que havia sido apurado na pesquisa de 2020. No ano passado, o levantamento não foi realizado.

Embora tenha passado por um momento um pouco mais turbulento logo na virada do século – a capacidade instalada apresentou uma baixa significativa entre os anos de 2000 e 2001 – a indústria de esmagamento vem crescendo de forma consistente ao longo das últimas duas décadas.

A indústria nacional de esmagamento vive um bom momento. Segundo a mais recente atualização do levantamento periódico realizado junto às empresas do setor pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), a o país deverá fechar este ano com 122 unidades industriais dedicadas ao processamento de oleaginosas, cuja capacidade produtiva somada passa das 202,3 mil toneladas por dia (t/d) – o que dá aproximadamente 66,7 milhões de toneladas por ano.

Trata-se do maior valor registrado pela Abiove desde que a Pesquisa de Capacidade Instalada das Indústrias de Óleos Vegetais começou a ser realizada em 1989. Essa capacidade representa um crescimento de 4,1% sobre ao valor que havia sido apurado na pesquisa de 2020. No ano passado, o levantamento não foi realizado.

Embora tenha passado por um momento um pouco mais turbulento logo na virada do século – a capacidade instalada apresentou uma baixa significativa entre os anos de 2000 e 2001 – a indústria de esmagamento vem crescendo de forma consistente ao longo das últimas duas décadas.

No levantamento deste ano, foram identificadas 122 unidades industriais espalhadas por 15 estados brasileiros. Destas, 95 estão ativas, 26 são plantas que estão paradas e uma está em construção.

O maior parque está no Mato Grosso. O estado concentra 19 plantas de esmagamento que, juntas, concentram 42,6 mil t/d – 21,1% – da capacidade nacional.

Em relação à pesquisa anterior, os esmagadores mato-grossenses aumentaram sua capacidade produtiva em 3 mil t/d o que representa uma expansão de 7,6% sobre o resultado anterior. Nesse mesmo período, no entanto, o Tocantins viu seu parque de esmagamento avançar 72,4% e chegar a 5 mil t/d, enquanto em Santa Catarina o crescimento foi de 44,8%.

Com relação à capacidade ativa, verificou-se uma elevação de 5,0%, com aumento da participação de plantas em atividade no total do processamento de 88,0% em 2020 para 88,7% neste ano.

Investimentos

Segundo o levantamento da Abiove, o setor de esmagamento investiu cerca de R$ 2,5 bilhões ao longo dos últimos dois anos e prevê mais R$ 1 bilhão em desembolsos para o próximo ano. Até 2023, o setor espera agregar mais 3,3 mil toneladas diárias em capacidade de processamento.

A normalização da mistura de biodiesel e a adição do B15 a partir de março de 2023 – conforme previsto na Resolução 16/2018 do CNPE – podem estimular outros investimentos da indústria.

Atividade

Apesar desse foco de incertezas para o setor, os esmagadores não estão tendo um 2022 ruim. Segundo a Abiove, o volume de soja processada este ano deverá ser de 48,9 milhões de toneladas o que representa 73,2% da capacidade instalada.

O volume é 2,3% maior do que o registrado no último ciclo quando o processamento de soja foi de 47,8 milhões de toneladas. Com isso, foram industrializados 36,9% da soja disponível no mercado nacional (somatório da produção agrícola, importações e estoques).

Embora as quantidades de soja processadas no país venham subindo de forma consistente, esse avanço tem acontecido num ritmo bem mais lento do que o da expansão dos plantios. O resultado tem sido um aumento na exportação de soja in natura. Em 1999, apenas 26,2% da soja brasileira saia do país sem beneficiamento. Em 2020, a percentual chegou a 61%.

Em certa medida, a virada deste ano pode ser explicada pela quebra da safra brasileira. A produção de soja no ciclo 2021/22 que chegou a ser estimada pela Conab em 142,8 milhões de toneladas foi cortada para 124 milhões de toneladas.

Com menos grão disponível, as exportações sofreram uma baixa considerável. Ao passo que as condições para as exportações de derivados da soja vêm se mantendo favoráveis, o que já permitiu o embarque de 1,71 milhão de toneladas de óleo de soja entre janeiro e agosto.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

Compartilhar: