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Brasil exportou 5,2 milhões de toneladas de soja em fevereiro

Apesar da expectativa de uma colheita recorde, o volume de soja embarcado ficou 17,1% abaixo do registrado no ano passado

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Depois de um começo relativamente fraco, as exportações brasileiras de soja começaram a dar sinais de aceleração. Segundo informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em fevereiro saíram do país praticamente 5,2 milhões de toneladas – salto de 520% sobre as exportações que foram registradas em janeiro.

Aumentos relevantes nos volumes embarcados são a regra entre janeiro e fevereiro. É justo em fevereiro que a colheita da soja da safra corrente começa engrenar e, dessa forma, uma quantidade maior de soja começa a chegar aos portos. Ainda assim, a tivemos uma aceleração bastante notável este ano.

Na média geral, o crescimento nas exportações ao longo desse período é da ordem de 190%; menos da metade do que tivemos agora.

Ainda atrás

Apesar dessa melhoria no volume embarcado, as exportações de soja em 2023 seguem atrás das registradas em 2022. Vale lembrar que, embora o ano passado tenha se encerrado com queda de 8,3%, as vendas externas no primeiro bimestre foram fortes.

Depois de um começo relativamente fraco, as exportações brasileiras de soja começaram a dar sinais de aceleração. Segundo informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em fevereiro saíram do país praticamente 5,2 milhões de toneladas – salto de 520% sobre as exportações que foram registradas em janeiro.

Aumentos relevantes nos volumes embarcados são a regra entre janeiro e fevereiro. É justo em fevereiro que a colheita da soja da safra corrente começa engrenar e, dessa forma, uma quantidade maior de soja começa a chegar aos portos. Ainda assim, a tivemos uma aceleração bastante notável este ano.

Na média geral, o crescimento nas exportações ao longo desse período é da ordem de 190%; menos da metade do que tivemos agora.

Ainda atrás

Apesar dessa melhoria no volume embarcado, as exportações de soja em 2023 seguem atrás das registradas em 2022. Vale lembrar que, embora o ano passado tenha se encerrado com queda de 8,3%, as vendas externas no primeiro bimestre foram fortes.

Se considerarmos o primeiro bimestre (1B), o Brasil exportou 31% menos soja. Aliás, as exportações brasileiras no 1B de 2023 também estão menos aquecidas do que as de 2019 e as de 2020.

Não deve continuar assim por muito tempo. A expectativa é que o Brasil bata recordes tanto na produção de soja quanto na exportação do grão este ano. Considerando a média de 9 projeções a respeito da safra de soja na temporada 2022/23, a produção nacional deverá ser de 151,7 milhões de toneladas – num espectro que vai de 147,5 até 154,2 milhões de toneladas.

Sobre as exportações, a estimativa mais recente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) é de 92 milhões de toneladas. Se o número vier a se confirmar, 2023 será o ano mais exportador para a sojicultura brasileira abrindo 6,8% de vantagem sobre os 86,1 milhões de toneladas de 2021.

Valor menor

As perspectivas só não parecem mais promissoras para os sojicultores brasileiros, porque os preços da oleaginosa que já vinham caindo de forma lenta nos últimos meses aceleraram o movimento de queda.

Alavancados pela Guerra Russo-Ucraniana, os preços da tonelada da soja atingiram o pico de US$ 631,25 em junho passado e vinham caindo a conta-gotas até dezembro. Em janeiro os preços derma um primeiro sinal de que estavam perdendo sustentação ao recuarem 2,9% de um mês para o outro.

Em fevereiro tivemos uma queda de mais 7,7% nos preços médios pagos pelos compradores da soja brasileira. Segundo o MDIC, cada tonelada de soja exportada rendeu ao país US$ 553,98.

No total, a soja garantiu a entrada de aproximadamente US$ 2,88 bilhões na economia brasileira. Convertido pelo câmbio médio do mês passado (R$ 5,171), os ganhos em dólares se traduzem em quase R$ 14,9 bilhões.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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