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Exportações de soja batem recorde em fevereiro

Volume exportado em fevereiro superou o recorde anterior do período por uma margem de 19%

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Ao menos até agora, as perspectivas de uma safra de soja bem mais modesta do que inicialmente se imaginava em função do clima adverso ainda não foi suficiente para reduzir a atividade nos portos brasileiros. Em fevereiro, o monitoramento do Ministério da Economia apontou vendas de aproximadamente 6,27 milhões de toneladas do grão para destinos internacionais. Trata-se do maior volume embarcado para fora do país no período.

Este montante está 19,1% acima do recorde anterior que havia sido registrado em fevereiro de 2019 quando as vendas internacionais de soja in natura se aproximaram de 5,27 milhões de toneladas.

Somando nisso os 2,45 milhões de toneladas vendidas em janeiro, já saíram do país um pouco mais que 8,72 milhões de toneladas. Garantindo ao primeiro bimestre (1B) de 2022 uma dianteira folgada – 19,5% – sobre o mesmo período de 2019.

Ao menos até agora, as perspectivas de uma safra de soja bem mais modesta do que inicialmente se imaginava em função do clima adverso ainda não foi suficiente para reduzir a atividade nos portos brasileiros. Em fevereiro, o monitoramento do Ministério da Economia apontou vendas de aproximadamente 6,27 milhões de toneladas do grão para destinos internacionais. Trata-se do maior volume embarcado para fora do país no período.

Este montante está 19,1% acima do recorde anterior que havia sido registrado em fevereiro de 2019 quando as vendas internacionais de soja in natura se aproximaram de 5,27 milhões de toneladas.

Somando nisso os 2,45 milhões de toneladas vendidas em janeiro, já saíram do país um pouco mais que 8,72 milhões de toneladas. Garantindo ao primeiro bimestre (1B) de 2022 uma dianteira folgada – 19,5% – sobre o mesmo período de 2019.

Sinalização de queda

Tudo indica que teremos uma trajetória inversa à do ano passado. Em 2021, os primeiros dois meses do ano foram bastante decepcionantes para os exportadores. Foi só a partir de março que as vendas começaram a engrenar resultando no recorde global de exportações com mais de 86,1 milhões de toneladas embarcadas no total anual.

Apesar da abertura acima da média de 2022, a temporada de exportações do complexo soja só costuma engrenar a partir do mês de março e atinge seu pico em maio. Historicamente, as exportações do 1B representam menos de 6% do total anual.

Embora a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) ainda não tenha atualizado suas projeções desde o final de janeiro quando estimava exportações de 86,9 milhões de toneladas, em entrevista recente para a Reuters o presidente-executivo da entidade que representa as maiores esmagadoras do país, André Nassar, antecipou uma exportação menor do grão in natura e maior de derivados – farelo e óleo – em função do deslocamento da demanda da Índia dos óleos de palma e de girassol para o de soja.

Segundo o executivo isso tende a sustentar os níveis de processamento no mercado interno ao mesmo tempo em que pressiona as exportações do grão.

A visão de uma safra menos exportadora e com uma parcela maior processada internamente é compartilhada pela consultoria especializada em commodities StoneX.

Valores

As exportações de fevereiro renderam US$ 3,14 bilhões aos sojicultores brasileiros. Comparado ao mesmo período do ano passado, a alta nos ganhos chega a mais de 200%. No ano, as vendas de soja já renderam ao país cerca de US$ 4,38 bilhões. Além do crescimento no volume dos embarques, a valorização do grão contribuiu substancialmente para esse aumento.

Entre fevereiro de 2021 e o mês passado, a oleaginosa se valorizou 28%. Indo de US$ 391,59 para 501,28 a tonelada. Nos meses mais recentes, contudo, o processo de valorização do grão parecia ter atingido seu teto. Depois de ter chegado a US$ 522,14 em outubro, os preços recuaram um pouco e passaram a andar de lado numa faixa próxima aos US$ 500 a tonelada.

Isso, contudo, não leva em consideração a maior parte dos reflexos da invasão da Ucrânia pela Rússia sobre os mercados de óleos vegetais e de energia.

A China foi responsável por absorver 69,1% das exportações brasileiras do mês de janeiro. Foram 4,33 milhões de toneladas pelas quais os compradores chineses pagaram US$ 2,17 bilhões.

O maior volume de soja deixou o país a partir do Porto de Santos, em São Paulo, com mais de 2,69 milhões de toneladas.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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