Apesar da queda no volume, os preços elevados do grão no mercado externo garantiram faturamento inédito para os sojicultores brasileiros
Fechadas as contas, o Brasil exportou um total de 78,9 milhões de toneladas de soja em grão ao longo do ano passado. Isso confirma a previsão de queda que já vinha se anunciando ao longo dos últimos meses. Em relação ao resultado de 2021 – quando os embarques superam 86,1 milhões de toneladas –, a contração nas vendas externas do principal produto do agronegócio brasileiro foi de aproximadamente 8,3%.
Isso deixa o ano passado fora do pódio. No histórico mantido pelo governo federal, 2022 passa a ser o quarto mais exportador. Ele é superado por:
- 2021 com 86,1 milhões de toneladas;
- 2018 com 83,2 milhões de toneladas;
- 2020 com 82,9 milhões de toneladas;
Fechadas as contas, o Brasil exportou um total de 78,9 milhões de toneladas de soja em grão ao longo do ano passado. Isso confirma a previsão de queda que já vinha se anunciando ao longo dos últimos meses. Em relação ao resultado de 2021 – quando os embarques superam 86,1 milhões de toneladas –, a contração nas vendas externas do principal produto do agronegócio brasileiro foi de aproximadamente 8,3%.
Isso deixa o ano passado fora do pódio. No histórico mantido pelo governo federal, 2022 passa a ser o quarto mais exportador. Ele é superado por:
- 2021 com 86,1 milhões de toneladas;
- 2018 com 83,2 milhões de toneladas;
- 2020 com 82,9 milhões de toneladas;
O resultado final está em linha com as expectativas do mercado. Antes da publicação dos números oficiais, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) estimava os embarques em 77,5 milhões de toneladas.
Embora tenham aberto o ano muito com embarques de 20,9 milhões de toneladas no 1º trimestre – recorde absoluto para o período –, a movimentação nos portos desacelerou de abril em diante. O mercado até ensaiou uma ligeira recuperação em outubro, mas o movimento acabou perdendo força.
Em dezembro as exportações foram só um pouco maiores que 2 milhões de toneladas. São cerca de 25,6% a menos do que a média dos últimos 5 anos.
Região Sul
A causa para essa contração foi a quebra na produção dos estados da Região Sul na safra 2021/22. Em sua estimativa mais otimista – publicadas em dezembro de 2021 –, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) chegou a projetar que a colheita da oleaginosa seria de 142,8 milhões de toneladas, número que cerca de 13,7% maior do que o resultado final de 125,5 milhões de toneladas.
Segunda maior região produtora de soja do país, o Sul colheu apenas 23,4 milhões de toneladas; seu pior resultado desde a safra 2011/12. Em relação à temporada anterior, a quebra chegou a impressionantes 45,6%.
Com menos soja disponível, o Brasil exportou menos. Isso afetou principalmente nossos negócios com a China. Em 2022, nosso principal parceiro comercial comprou 53,7 milhões de toneladas de soja brasileira – cerca de 6,7 milhões de toneladas a menos do que no ano anterior o que equivale a 93% da queda das exportações totais.
Além da china a vendas para a América do Norte e Europa também tiveram quedas expressivas – de 668,4 e 644,2 mil toneladas respectivamente. Já África e Oriente Médio elevaram seu consumo de soja brasileira.
Faturamento alto
Contrariando as expectativas, o Brasil ganhou mais dinheiro com soja mesmo com a diminuição dos embarques. A venda do grão proporcionou a entrada de US$ 46,6 bilhões na economia nacional ao longo do último ano.
O que representa um crescimento de aproximadamente 20,8% sobre o ano passado de 2021.
A causa foi a disparada nos preços da soja ocorrida após a invasão da Ucrânia pela Rússia no final de fevereiro. A guerra fez com que os preços médios pago por cada toneladas de soja brasileira chegassem US$ 631,25 em junho passado – de longe o maior nível nos últimos 10 anos – e se mantivessem elevados desde então.
Em dezembro, os importadores pagaram, em média, US$ 617,26 por tonelada.
A maior porta de saída da soja brasileira foi Santos (SP). A cidade portuária paulista, movimentou praticamente um terço de toda a soja exportada pelo país em 2022. No total foram 25,8 milhões de toneladas do grão.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com