Embarques do principal produto do agro brasileiro ficaram abaixo de 840 mil toneladas no primeiro mês de 2023
Janeiro de 2023 não foi um dos meses mais agitados para os exportadores brasileiros de soja. De acordo com os dados mais recentes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os embarques do grão durante o primeiro mês do ano somaram 839,6 milhares de toneladas.
O resultado relativamente fraco não chega a surpreender. Janeiro é mesmo o mês mais fraco para as exportações brasileiras de soja representante apenas 1,5% do total. Historicamente, os embarques só começam a ganhar musculatura em março quando a soja da nova safra começa a chegar aos portos.
Vale ressalta que, mesmo nesse contexto, os números de janeiro de 2023 são particularmente fracos.
Com exceção de janeiro de 2021 – quando o mercado praticamente parou por falta do que vender – as exportações deste ano foram as menores desde 2016.
Janeiro de 2023 não foi um dos meses mais agitados para os exportadores brasileiros de soja. De acordo com os dados mais recentes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os embarques do grão durante o primeiro mês do ano somaram 839,6 milhares de toneladas.
O resultado relativamente fraco não chega a surpreender. Janeiro é mesmo o mês mais fraco para as exportações brasileiras de soja representante apenas 1,5% do total. Historicamente, os embarques só começam a ganhar musculatura em março quando a soja da nova safra começa a chegar aos portos.
Vale ressalta que, mesmo nesse contexto, os números de janeiro de 2023 são particularmente fracos.
Com exceção de janeiro de 2021 – quando o mercado praticamente parou por falta do que vender – as exportações deste ano foram as menores desde 2016.
Cobertor curto
Assim como aconteceu dois anos atrás, os exportadores viraram o ano raspando o fundo de seus armazéns. Pelas contas da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), os estoques de passagem do grão entre 2022 e 2023 foram de apenas 1,64 milhão de toneladas. Queda de 69% sobre o volume estocada no começo de 2022. Trata-se da menor quantidade de soja em estoque numa virada de ano desde que a entidade que representa os maiores processadores de soja do país passou a acompanhar sistematicamente o mercado em 1999.
O aperto na disponibilidade da soja é resultado da quebra da safra brasileira de soja na temporada 2021/22. A produção da oleaginosa que chegou a ser estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 142,8 milhões de tonelada, acabou revista para cerca de 125,5 milhões de toneladas – queda de 12,1%.
Mesmo a queda de 8,3% na exportação de soja in natura do ano passado não foi suficiente para garantir o nível dos estoques. Até porque a quantidade de soja processada no mercado interno foi recorde, com 50,4 milhões de toneladas esmagadas ao longo de 2022.
A situação deverá se normalizar com a colheita deste ano. As projeções mais recentes apontam que o Brasil deverá produzir mais de 152 milhões de toneladas de soja nesta temporada, o que permitirá que os estoques encerrem o ano com mais de 6,9 milhões de toneladas. Mesmo com previsões recorde tanto para o esmagamento quanto para as exportações.
Faturamento
O volume menor não impediu que os exportadores tivessem um faturamento relativamente bom. Em janeiro a soja rendeu um pouco mais de US$ 500 milhões para os vendedores.
Isso porque os preços internacionais continuam relativamente elevados. O valor pago pelos compradores subiu de forma acelerada a partir de fevereiro passado em função da disrupção causada pela Guerra Russo-Ucraniana nos mercados internacionais de grãos e de energia.
Embora venham perdendo sustentação, o movimento de queda tem sido relativamente lento. Na média de janeiro, os compradores pagaram quase US$ 596,00 por cada tonelada do grão nacional – cerca de 3,6% menos do que o valor registrado em dezembro.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com