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Exportações de soja superaram a marca dos 86 milhões de toneladas em 2021

Novo recorde supera o resultado que havia sido apurado em 2018 por margem de 3,4%

BiodieselBR.com 4 min de leitura

A sojicultura brasileira teve um ano e tanto em 2021. Além de confirmar outro recorde de produção – com 137,3 milhões de toneladas colhidas de acordo com a Conab – o país também conseguiu finalmente derrubar o recorde de exportações que resistiu aos dois últimos anos. Segundo dados do Ministério da Economia, ao longo do último ano um pouco mais 86,1 milhões de toneladas do grão saíram do país, superando por uma margem de 3,4% a marca de 83,2 milhões de toneladas registrada em 2018.

Para aqueles que possam ter se esquecido, o ano de 2018 foi o epicentro da guerra comercial entre Estados Unidos e China. A disputa iniciada pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump acabou empurrando a maior parte da demanda chinesa para o mercado brasileiro. Com a distensão nas relações entre as duas maiores economias do mundo nos anos seguintes, o recorde não voltaria a se repetir até agora.

O recorde já havia sido confirmado em novembro. O somatório dos embarques nos primeiros 11 meses do ano passado já havia chegado em 83,4 milhões de toneladas. Dezembro acrescentou mais 2,71 milhões de toneladas à conta mostrando uma ligeira reaceleração na demanda num período no qual as vendas externas costumam ser mais baixas em função da entressafra do produto no hemisfério sul.

A sojicultura brasileira teve um ano e tanto em 2021. Além de confirmar outro recorde de produção – com 137,3 milhões de toneladas colhidas de acordo com a Conab – o país também conseguiu finalmente derrubar o recorde de exportações que resistiu aos dois últimos anos. Segundo dados do Ministério da Economia, ao longo do último ano um pouco mais 86,1 milhões de toneladas do grão saíram do país, superando por uma margem de 3,4% a marca de 83,2 milhões de toneladas registrada em 2018.

Para aqueles que possam ter se esquecido, o ano de 2018 foi o epicentro da guerra comercial entre Estados Unidos e China. A disputa iniciada pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump acabou empurrando a maior parte da demanda chinesa para o mercado brasileiro. Com a distensão nas relações entre as duas maiores economias do mundo nos anos seguintes, o recorde não voltaria a se repetir até agora.

O recorde já havia sido confirmado em novembro. O somatório dos embarques nos primeiros 11 meses do ano passado já havia chegado em 83,4 milhões de toneladas. Dezembro acrescentou mais 2,71 milhões de toneladas à conta mostrando uma ligeira reaceleração na demanda num período no qual as vendas externas costumam ser mais baixas em função da entressafra do produto no hemisfério sul.

Ganhos

Com o aumento no volume dos embarques, os ganhos com as exportações também fecharam o ano em patamares inéditos. No total, as vendas renderam aos produtores nacionais da commodity um pouco mais de US$ 38,6 bilhões – em torno de R$ 212 bilhões pela cotação de hoje.

Os ganhos no mercado externo são quase 16,9% maiores do que o texto de 2018. Esse recorde foi favorecido pelos bons preços que os compradores externos desembolsaram pela soja brasileira ao longo deste ano. Os preços da soja exportada pelo Brasil vêm subindo de forma bastante consistente desde maio de 2020.

De setembro em diante, o grão voltou a superar a barreira de US$ 500 por tonelada, algo que não acontecia desde o final de 2014.

Menos China

Inesperadamente, o melhor resultado da sojicultura nacional não contou tanto com a ajuda da China quanto se poderia supor. Embora o país asiático continue sendo – com folga – o maior comprador de soja brasileira com quase 60,5 milhões de toneladas importadas no ano passado, basicamente repetindo o desempenho de 2020.

No geral, a China absorveu 70,2% do grão brasileiro. Esse é a menor fatia do mercado chinês no total desde 2012. A estagnação foi compensada por outros mercados. A Espanha, por exemplo, aumentou as aquisições de soja brasileira em 772,8 mil toneladas – 27,4% – em apenas um ano, totalizando 3,59 milhões de toneladas importados.

Ao todo 58 países receberam soja brasileira em 2021, seis destinos a mais do que em 2020.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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