Mamona

Evento sobre oleaginosas energéticas destaca programa de biodiesel


Embrapa Agroenergia - 18 jul 2012 - 09:41
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Representantes do Governo Federal e do Governo do Espírito Santo enfatizaram a importância do intercâmbio de informações para impulsionar a cadeia produtiva do biodiesel, durante a solenidade de abertura do V Congresso Nacional de Mamona, II Simpósio Internacional de Culturas Oleaginosas e o I Fórum Capixaba de Pinhão-manso, realizada em Guarapari (ES) na noite de 16 de julho.

Os eventos, promovidos pela Embrapa Algodão, Embrapa Agroenergia e Incaper acontecem até quinta-feira (19/7), em Guarapari/ES.

“Estamos completando 10 anos de realização do congresso de mamona, discutindo uma cultura importante para a cadeia do biodiesel´, ressaltou o chefe-geral da Embrapa Algodão, Napoleão Beltrão. O que está faltando é uma melhor gestão e organização da cadeia produtiva. Precisamos chegar na excelência do processo, falta melhorar os elos, continuou Beltrão.  “O Brasil precisa deslanchar na produção de biodiesel. Precisamos diminuir a emissão de CO2 na atmosfera para garantir a qualidade de vida das gerações futuras. O biodiesel é uma grande alternativa”, concluiu.

O presidente do Incaper, Evair de Melo, salientou que os participantes devem aproveitar os eventos para trocar informações, conhecimentos e, principalmente, articular futuras parcerias. Além disso, ressaltou que o conhecimento tradicional deve ter relevância na execução dos trabalhos científicos e ser levado em consideração pelos pesquisadores. 

O representante da Casa Civil da Presidência da República, José Honório Accarini reforçou a importância do biodiesel como uma das ações para o bem estar da humanidade. “Precisamos buscar sempre tecnologias para ampliar a produção de biodiesel, mas também gerar valor agregado aos coprodutos. Eventos que promovam essas discussões são fundamentais, como é o caso deste Congresso. É notório o crescimento do número de pesquisadores, produtores, estudantes que estão inseridos na temática dos biocombustíveis.

José Manuel Cabral, da Embrapa Agroenergia também destacou o aproveitamento de resíduos e coprodutos. “É necessário que este tema seja cada vez mais realçado e visto como um desafio e oportunidade para agregar valor em toda a cadeia produtiva” reforçou Cabral. “Com essas ações, buscamos agregar valor as matérias-primas e tornar mais sustentável o sistema de produção”, disse.

“Fazer agroenergia no Brasil com inclusão social, é um grande desafio que o Ministério busca constantemente”, disse André Grossi Machado, representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Hoje, temos 104 mil agricultores familiares, 1,5 bilhões de reais de compras da agricultura familiar e mais de 90 cooperativas habilitadas. “No MDA, temos o desafio de trabalhar com os diferentes perfis dos agricultores familiares no País, e na diversificação das matérias-primas para o biodiesel”, salientou. Em relação à mamona no Nordeste, há um grande desafio falou André Machado. “O Nordeste tem quatro usinas, tem um mercado que compra o óleo da mamona, mas a cultura tem baixa produtividade. Este deve ser o foco em que devemos trabalhar com a cultura”, destaca.

João Abreu Neto, representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento destacou que o grande foco do MAPA é ter uma base de oleaginosas, aumentar sua produção e incentivar o debate como é o caso do Congresso. “Melhorar o elo entre os agentes da cadeia produtiva dos biocombustíveis é fundamental para o crescimento da mesma. Envolver as usinas neste processo é necessário. Nestes eventos, o trabalho a ser feito é discutir quais as melhores oleaginosas e a melhor forma de desenvolvê-las” concluiu Abreu Neto.

Daniela Garcia Collares
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