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Acelen fecha parceria com Unimontes em projeto de desenvolvimento de macaúba

Tecnologia de germinação de sementes da palmeira nativa desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Montes Claros será usada pela empresa

BiodieselBR.com 3 min de leitura

A Acelen está avançando em seu projeto para a domesticação da macaúba. Na última semana, a empresa que controla a segunda maior refinaria de petróleo do país – a Refinaria de Mataripe, em São Francisco do Conte (BA) – chegou a um acordo para licenciar uma tecnologia de germinação de sementes desta palmeira oleífera nativa do Brasil que foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes).

“Este é o primeiro licenciamento de uso de uma patente de tecnologia desenvolvida pela universidade. Mas, temos certeza de que estamos tendo uma abertura de portas”, ressaltou o reitor da Unimontes, professor Wagner de Paulo Santiago, na solenidade de assinatura do contrato com a petroleira.

O conhecimento será transferido para o Centro de Inovação Agroindustrial que o grupo pretende instalar em Minas Gerais precisamente para desenvolver a cultura comercial da macaúba. O centro – cuja criação foi anunciada em novembro passado durante a COP28 – vai receber R$ 125 milhões em investimentos nos próximos anos.

A Acelen está avançando em seu projeto para a domesticação da macaúba. Na última semana, a empresa que controla a segunda maior refinaria de petróleo do país – a Refinaria de Mataripe, em São Francisco do Conte (BA) – chegou a um acordo para licenciar uma tecnologia de germinação de sementes desta palmeira oleífera nativa do Brasil que foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes).

“Este é o primeiro licenciamento de uso de uma patente de tecnologia desenvolvida pela universidade. Mas, temos certeza de que estamos tendo uma abertura de portas”, ressaltou o reitor da Unimontes, professor Wagner de Paulo Santiago, na solenidade de assinatura do contrato com a petroleira.

O conhecimento será transferido para o Centro de Inovação Agroindustrial que o grupo pretende instalar em Minas Gerais precisamente para desenvolver a cultura comercial da macaúba. O centro – cuja criação foi anunciada em novembro passado durante a COP28 – vai receber R$ 125 milhões em investimentos nos próximos anos.

Com essa finalidade, a empresa já adquiriu 150 hectares em Montes Claros (MG) onde fará seus primeiros plantios da palmeira.

Biorrefinaria

Esse investimento em Minas Gerais faz parte de um projeto de biorrefino na Bahia no qual a Acelen – que é controlada pelo fundo soberano de Abu Dhabi – planeja investir R$ 12 bilhões ao longo dos próximos 10 anos.

A meta da petroleira é começar a produzir diesel verde e combustível sustentável de aviação (SAF) a partir de 2026.

O projeto, no entanto, também prevê a implantação de 200 mil hectares de cultivos de macaúba que deverá produzir o óleo necessário para atender à demanda da nova unidade.

A tecnologia

A pesquisa realizada pela Unimontes busca acelerar a produção de mudas de macaúba na quantidade necessárias para a implantação de culturas em escala comercial. Isso é feito superando o processo de ‘dormência’ das sementes.

Segundo o gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Acelen Energia Renovável, Dioger Teruel, na natureza a o índice de germinação das sementes da macaúba oscila entre 3% e 5%. “A partir da pesquisa e do processo desenvolvido pela equipe de pesquisadores da Unimontes, a germinação das sementes de macaúba poderá alcançar percentuais de 50%, 60% e até 80%, assegurou.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações da Agência Minas

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