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Acelen fecha acordo para o aprimoramento da macaúba

Controladora da Refinaria de Mataripe fechou contrato com a MulticanaPlus prevendo o desenvolvimento de protocolos para o desenvolvimento de variedade

BiodieselBR.com 4 min de leitura

A Acelen está dando os primeiros passos em seu projeto para fabricar diesel verde e combustível sustentável de aviação (SAF) na Bahia. A empresa que no final de 2021 assumiu o controle a Refinaria de Mataripe – vendida pela Petrobras para um fundo de investimentos do governo dos Emirados Árabes – assinou acordo com a MulticanaPlus para o desenvolvimento de protocolos de clonagem de variedades mais produtivas de macaúba.

O objetivo do trabalho é a criação de cultivares que tenham características desejáveis em temos de produtividade e resistência à estresse. Dessa forma, será possível fazer o plantio comercial da macaúba – palmeira nativa do país que tem elevado potencial para a produção de óleo vegetal – um objetivo que vem sendo perseguido há muitos anos por uma grande variedade de atores.

Em meados de junho a empresa já havia anunciado um acordo com a Universidade de Federal de Viçosa (UFV) para investir R$ 5,7 milhões em pesquisas relacionadas à espécie.

12 bilhões

A Acelen tem grandes ambições para a macaúba. Ela está inserida num projeto no qual a empresa pretende investir R$ 12 bilhões ao longo da próxima década para instalar uma biorrefinaria capaz de produtor 1 milhão de m³ por ano de diesel verde e de SAF a partir de 2026.

A Acelen está dando os primeiros passos em seu projeto para fabricar diesel verde e combustível sustentável de aviação (SAF) na Bahia. A empresa que no final de 2021 assumiu o controle a Refinaria de Mataripe – vendida pela Petrobras para um fundo de investimentos do governo dos Emirados Árabes – assinou acordo com a MulticanaPlus para o desenvolvimento de protocolos de clonagem de variedades mais produtivas de macaúba.

O objetivo do trabalho é a criação de cultivares que tenham características desejáveis em temos de produtividade e resistência à estresse. Dessa forma, será possível fazer o plantio comercial da macaúba – palmeira nativa do país que tem elevado potencial para a produção de óleo vegetal – um objetivo que vem sendo perseguido há muitos anos por uma grande variedade de atores.

Em meados de junho a empresa já havia anunciado um acordo com a Universidade de Federal de Viçosa (UFV) para investir R$ 5,7 milhões em pesquisas relacionadas à espécie.

12 bilhões

A Acelen tem grandes ambições para a macaúba. Ela está inserida num projeto no qual a empresa pretende investir R$ 12 bilhões ao longo da próxima década para instalar uma biorrefinaria capaz de produtor 1 milhão de m³ por ano de diesel verde e de SAF a partir de 2026.

Embora o projeto deva operar inicialmente com óleo de soja, a empresa tem planos para converter 200 mil hectares de áreas degradadas em plantios de macaúba e de palma de óleo. É onde entram as novas cultivares que estão sendo desenvolvidas.

“A macaúba é uma planta brasileira com alta produtividade de óleo por hectare, muito competitiva em relação a outras culturas, oferecendo maior eficiência no uso da água e nutrientes, apoiando a conservação e recuperação do bioma local”, diz o vice-presidente de Novos Negócios da Acelen Marcelo Cordaro.

Egressa do etanol

Embora seja mais conhecida por produzir mudas para a indústria sucroalcooleira, a MulticanaPlus também já desenvolveu protocolos para a produção de mudas de café, de cacau e de açaí.

"A clonagem de mudas de palmeiras é um processo bastante complexo e detalhado, e apenas alguns laboratórios em todo o mundo conseguiram dominar essa tecnologia. (...) Estamos seguros de que, com nossa experiência, temos condições de auxiliar a Acelen neste projeto audacioso de produção de diesel renovável a partir de mudas clonadas de macaúba", afirmou Alewijn Broere, diretor geral da MulticanaPlus.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
 

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