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Empresa introduz cultivo de jatropha não tóxica em Moçambique


África 21 com agência AIM - 03 fev 2012 - 13:57 - Última atualização em: 27 fev 2012 - 00:25

A Agronegócio, uma empresa baseada na província de Cabo Delgado, Norte de Moçambique vai introduzir, ainda no presente semestre, naquela região do país, a planta da Jatropha não tóxica.

Já estão a ser preparados em Bilibiza, distrito de Quissanga, em Cabo Delgado, quinze hectares para o cruzamento da Jatropha tóxica que abunda no país e uma outra não tóxica importada das Filipinas, numa parceria entre a Agronegócio e a empresa japonesa “Nippon Biodiesel Fuel Co., Ltd”.

Espera se que até ao final do presente ano sejam distribuídas, a dez mil camponeses, cerca de três milhões de mudas da Jatropha não tóxica.

Bachir Afonso, da Agronegócio, disse que com a Jatropha não tóxica pretende-se garantir não só a produção de biocombustíveis, mas também o uso do respectivo bagaço para a produção de rações para animais e o respectivo óleo para o fabrico de sabões em grande escala.

Há também planos de usar o bagaço para a produção de um tipo de carvão vegetal, de forma a minimizar a acção dos camponeses no desmatamento.

Actualmente, os camponeses são aconselhados a usarem o sabão que fabricam, a partir do óleo da Jatropha tóxica, apenas para as limpezas, incluindo a lavagem de roupas. Um exemplo disso vem da Aldeia de Ngewe, distrito de Ancuabe, em Cabo Delgado. Naquela região, como em várias outras daquela província, o óleo da Jatropha, que ainda se extrai em moldes praticamente tradicionais, é também usado para a iluminação.

Por outro lado, a Agronegócio espera desenvolver uma experiência da vizinha Tanzânia de produção de repelentes de mosquitos a partir do óleo da Jatropha.

Afonso referiu que a Jatropha não tóxica será uma mais valia mas, segundo declarou, mesmo com a tóxica “há muita coisa boa que pode ser feita”, nomeadamente a produção de biocombustiveis, uma energia considerada positiva por reduzir os níveis de emissões do dióxido de carbono, para além de ser uma energia renovável.

Ainda no âmbito da parceria com o Japão, a Agronegócio vai receber, “brevemente”, um novo equipamento de extracção do óleo da Jatropha, importado daquele país asiático.

A maquinaria, com capacidade para produzir duas toneladas de óleo de Jatropha por dia, vai ser montada em Bilibiza, distrito de Quissanga.

“Será mais um grande passo na produção do biodiesel, biogás, e bagaço”, disse Bachir Afonso.