Dendê / Palma

Indonésia e Malásia vão formar ‘Opep da palma’


BiodieselBR.com - 23 nov 2015 - 16:39

A Indonésia e a Malásia estão se unindo para fortalecer – ainda mais – seu domínio sobre o mercado internacional de óleo de palma. Nesse sábado (21), os governos dos dois países asiáticos anunciaram a formação do Conselho os Países Produtores de Palma-de-Óleo, um cartel que deverá ter uma atuação similar ao que Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) desempenha no petróleo.

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A Indonésia e a Malásia estão se unindo para fortalecer – ainda mais – seu domínio sobre o mercado internacional de óleo de palma. Nesse sábado (21), os governos dos dois países asiáticos anunciaram a formação do Conselho os Países Produtores de Palma-de-Óleo, um cartel que deverá ter uma atuação similar ao que Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) desempenha no petróleo.
O novo organismo será sediado em Jacarta – capital da Indonésia – e terá como função manter a estabilidade do mercado global de palma-de-óleo acertando previamente os volumes de produção e os estoques globais da commodity. 
“[A criação] desse cartel vai mudar o jogo na indústria do óleo de palma de diversas formas”, afirmou o Rizal Ramli, ministro indonésio de navegações na cerimônia de assinatura do convênio que formou novo cartel. Estavam também reunidos o presidente indonésio, Joko Widodo, e o primeiro-ministro malaio Najib Razak. 
Já o ministro da commodities da Malásia, Amar Douglas Unggah Embas, tentou assegurar que o objetivo desse novo grupo não é, necessariamente, controlar os preços, mas “harmonizar práticas de gestão dos estoques para assegurar a sustentabilidade das cotações”. 
Controle
Os dois países controlam 85% da produção global de palma. Isso dá a eles uma ascendência sobre o mercado de palma ainda maior do que a Opep – os 12 países que formam o cartel controlam menos de 40% da produção global de petróleo. Indonésia e Malásia também já estão agindo para ampliar ainda mais a representatividade do grupo incluindo outros países produtores. 
A ideia é iniciar conversas com: Colômbia, Tailândia, Gana, Libéria, Nigéria, Papua Nova Guiné, Filipinas e Uganda. O Brasil também faz parte da lista. O país que tem enorme potencial para a expansão da palma-de-óleo. Segundo um mapeamento realizado pela Embrapa mostrou que o pais tem 32 milhões de hectares disponíveis para a produção.  
A palma-de-óleo é, hoje, a fonte de óleos vegetais número um do planeta com uma produção anual de 72,7 milhões de toneladas na safra 2014/15 segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Isso é 40% da produção global de óleos vegetais para todo o período.
A Indonésia e a Malásia concordaram em colocar, cada um, US$ 5 milhões para iniciar as atividades do novo organismo.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações AP e Reuters