Canola

Cresce a área de canola no Rio Grande do Sul


Abrascanola - 02 mai 2014 - 16:54 - Última atualização em: 29 nov -1 - 20:53
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As máquinas voltaram para o campo e, desta vez, é para o plantio da canola. A cultura vem ganhando espaço nas propriedades gaúchas e começa a protagonizar como importante alternativa para a safra de inverno. Segundo um levantamento feito pelo Grupo Floss com as três principais empresas que recebem a oleaginosa no RS, o cultivo da oleaginosa deve chegar a 50 mil hectares.

No Brasil, a produção deve se concentrar em 70 mil hectares nesta safra. 

A oleaginosa é uma espécie de aposta certeira quando o assunto é rotação de culturas. Isso porque não tem as mesmas doenças das aveias e do trigo, ou seja, são menores os riscos de desenvolvimento de fungos, explica o presidente da Associação Brasileira de Produtores de Canola (Abrascanola), Luiz Gustavo Floss. Com esse freio nas pragas, crescem as possibilidades de aumentar a produtividade do trigo do próximo ano.

E é pensando nesses benefícios que o produtor Márcio de Carli vai investir no grão. É a primeira vez que ele planta canola. Destinou 20 hectares da propriedade que fica em Vila Maria, no norte do estado. “Acompanho a cultura há uns cinco anos, sei que é rentável, e nesta safra decidi que era hora de apostar,” conta.
 
Atenção no cultivo
Se o produtor não ficar atento, a canola pode se tornar um patinho feio. Conforme explica Floss, é preciso acertar a profundidade, a velocidade de semeadura e tapar os buracos da caixa da máquina para que os pequenos grãos não se percam. Também, é muito importante adubar corretamente para alcançar os melhores índices de fertilidade. 

Por se tratar de uma cultura de ciclo indeterminado, ou seja, há várias fases de florescimento, a colheita pode não ser uniforme, principalmente, por causa das geadas. Logo, é essencial escolher um ponto de colheita em que não haja perdas significativas.
 
Hoje, o principal destino da canola é a alimentação humana. Os grãos produzidos no Brasil, segundo a Embrapa, possuem de 24% a 27% de proteína e, em média, 38% de óleo que pode ser usado tanto para o consumo quanto para a produção de biodiesel. 

Também é utilizada para farelo como excelente suplemento proteico na formulação de rações para bovinos, suínos, ovinos e aves.