Processo de alta que vinha se desenrolando por todo o segundo semestre se acelerou no final do ano
Os preços dos óleos vegetais deram uma verdadeira arrancada no final de 2019. Em somente dois meses, as cotações médias dos 10 óleos mais comercializados ao redor do mundo subiram quase 21%. É o que se constata da atualização mais recente do Índice FAO dos Preços dos Alimentos.
Os preços dos óleos vegetais deram uma verdadeira arrancada no final de 2019. Em somente dois meses, as cotações médias dos 10 óleos mais comercializados ao redor do mundo subiram quase 21%. É o que se constata da atualização mais recente do Índice FAO dos Preços dos Alimentos.
Elaborado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o índice acompanha as variações das principais cotações de cinco produtos alimentares – carnes, laticínios, cereais, óleos e açúcar – para compor um indicador que permite acompanhar a evolução global dos preços dos alimentos.
O relatório divulgado nessa quinta-feira (09), aponta que o grupo dos óleos fechou dezembro valendo 164,7 pontos. Isso representa uma alta de mais 9,4% sobre os preços de novembro quando as cotações já haviam dado um salto de 10,4%.
Maior em dois anos
Desde julho o mercado já vinha dando sinais de que havia entrando num período de alta nos preços. Mas até novembro, o movimento vinha sendo moderado. De junho até outubro a alta acumulada era de 8,7%. Com a arrancada dos últimos meses, os óleos vegetais atingiram seu maior nível de preços em mais de dois anos. A última vez em que o indicador superou a marca atual foi em novembro de 2017.
A demanda aquecida por óleo de palma para a produção de biodiesel – especialmente na Indonésia e Malásia – tem sido o principal fator para alavancar o mercado. Embora os valores dos óleos de soja, colza e girassol também tenham aumentado.
Apesar da alta recente, na média anual, os óleos vegetais estiveram baratos durante boa parte de 2019. A média foi de 135,2 pontos, a menor cotação para o produto desde 2006.
Maior em cinco anos
Não foram só os óleos vegetais que subiram. Em dezembro, todas as classes de produtos que entram no Índice FAO tiveram variação positiva de preços.
Isso fez com que o indicador se valorizasse 2,5% fechando o ano em 181,7 pontos.
Trata-se da maior cotação dos últimos cinco anos.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com