Nova averiguação é um desdobramento de inquérito aberto em meados do ano passado
Depois dos Estados Unidos, da Argentina e da Indonésia, chegou a vez da China. No final do ano passado, a União Europeia (UE) abriu uma investigação para apurar se os fabricantes de biodiesel chineses estariam exportando seu produto para os países do bloco a preços abaixo do custo (dumping). A averiguação foi iniciada a pedido da Associação Europeia do Biodiesel (EBB, na sigla original).
Números do governo chinês mostram que, no ano passado, o país exportou pouco menos de 2,24 milhões de m³ de biodiesel, dos quais mais de 88,5% tiveram um país do bloco europeu como destino final. No total, a UE desembolsou quase US$ 2,12 bilhões com aquisições de biodiesel fabricado por usinas chinesas.
“Fabricantes da UE apresentaram evidência de que o biodiesel importado da China está entrando no mercado europeu com preços artificialmente baixos e afirmam que isso tem prejudicado seriamente sua indústria”, disse a Comissão Europeia em uma nota distribuída à imprensa.
Depois dos Estados Unidos, da Argentina e da Indonésia, chegou a vez da China. No final do ano passado, a União Europeia (UE) abriu uma investigação para apurar se os fabricantes de biodiesel chineses estariam exportando seu produto para os países do bloco a preços abaixo do custo (dumping). A averiguação foi iniciada a pedido da Associação Europeia do Biodiesel (EBB, na sigla original).
Números do governo chinês mostram que, no ano passado, o país exportou pouco menos de 2,24 milhões de m³ de biodiesel, dos quais mais de 88,5% tiveram um país do bloco europeu como destino final. No total, a UE desembolsou quase US$ 2,12 bilhões com aquisições de biodiesel fabricado por usinas chinesas.
“Fabricantes da UE apresentaram evidência de que o biodiesel importado da China está entrando no mercado europeu com preços artificialmente baixos e afirmam que isso tem prejudicado seriamente sua indústria”, disse a Comissão Europeia em uma nota distribuída à imprensa.
Desdobramento
A investigação atual é um desdobramento de um primeiro inquérito, iniciado em meados do ano passado. Na ocasião, o governo da Alemanha acusava os fabricantes chineses de burlarem o mecanismo que incentiva a produção de biocombustíveis a partir de resíduos.
De acordo com a reclamação, as usinas chinesas estariam fabricando biodiesel a partir de óleo de palma virgem ou reexportando biodiesel acabado originalmente fabricado na Indonésia.
Mas a nova investigação vai além dessa questão ao olhar para os preços do biocombustível chinês. A verificação deve durar 14 meses e pode levar à imposição de tarifas antidumping dentro de oito meses.
Antecedentes
Essa não seria a primeira vez que a UE aplica esse tipo de sanção contra países exportadores de biodiesel.
Desde 2009, os países do bloco tarifam as exportações de biodiesel dos Estados Unidos. A Argentina e a Indonésia passaram a ser igualmente tarifadas a partir de 2012.
Em 2016, a Organização Mundial do Comércio (OMC) deu ganho de causa à Argentina, o que acabou reabrindo – ao menos parcialmente – o mercado às exportações do país sul-americano.
No final do ano passado, a OMC também acolheu o pedido da Indonésia para a abertura de um painel para avaliar as tarifas antidumping impostas pela UE.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com