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Derivados do petróleo têm menor participação em 50 anos nos EUA

Dados publicados pelo governo dos EUA indicam que os combustíveis que não são derivados do petróleo tiveram a maior participação em 50 anos.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Ainda não é a revolução verde que todo mundo espera, mas dá para dizer que a lógica do mercado de energia no segmento de transportes está mudando para valer. Segundo dados publicados pela Administração de Informação em Energia (EIA, na sigla original) do governo dos Estados Unidos indicam que os combustíveis que não são derivados do petróleo representaram 8,5% do mercado norte-americano em 2014.

EIARelatorio 270515 copy Ainda não é a revolução verde que todo mundo espera, mas dá para dizer que a lógica do mercado de energia no segmento de transportes está mudando para valer. Segundo dados publicados pela Administração de Informação em Energia (EIA, na sigla original) do governo dos Estados Unidos indicam que os combustíveis que não são derivados do petróleo representaram 8,5% do mercado norte-americano em 2014.

A última vez em que as outras fontes ficaram tiveram uma participação tão grande no mix de energia do setor foi em 1954 quando o balando ficou em 91,2% para o petróleo e 8,8% para as demais fontes. Contudo, mais da metade disso vinha do carvão que ainda tinha 5,2% do mercado graças às locomotivas à vapor que ainda circulavam nessa época – desde 1978 o carvão zerou sua participação do mix.

Nesses 50 anos, a fatia dos não derivados de petróleo (incluindo gás, biocombustíveis e eletricidade) permaneceram mais ou menos estáveis em 4% do mercado. Essa tendência se repete mais ou menos até meados da década passada, quando a participação dessas fontes dá uma arrancada – desde 2004, as fontes não fósseis vêm subindo ano a ano.

Dos 27,1 quadrilhões de BTUs consumidos pelos norte-americanos, 24,8 quadrilhões vieram de derivados do petróleo enquanto pouco menos de 2,3 quadrilhões são de fontes não petrolíferas.

Biocombustíveis e Gás

Os fatores que estão levando a essa mudança estrutural são dois: o aumento na participação dos biocombustíveis (crescimento de 4,7%) e do gás natural (crescimento de 3,5%) no mix energético que move o setor de transportes nos EUA.

Individualmente, o etanol é a fonte não petrolífera mais importante com pouco menos de 1,1 quadrilhão de BTUs (4%) de participação. As demais estão uma ordem de magnitude abaixo com o gás natural em 946,5 trilhões (3,5%) e o biodiesel em 178,9 trilhões de BTUs (0,7%).

Apesar de ser o menos importante, o biodiesel é o que mais cresceu nos últimos. Nessa última década (2005-2014), enquanto o consumo de gás natural cresceu pouco mais de 51,7% e o de etanol avançou impressionantes 233,6%, o biodiesel disparou cravando um crescimento de 1.443,8%.

Já eletricidade ficou com apenas 80,6 trilhão de BTUs (0,3%) no ano passado. Inesperadamente – contrariando toda a expectativa gerada pela emergência da nova geração de veículos elétricos – a participação da energia elétrica cresceu em 0,8% nos últimos 10 anos.

Nesse mesmo período, a energia do petróleo recuou 8,8% indo de 27,2 quadrilhões de BTUs para 24,8 quadrilhões de BTUs no ano passado.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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