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Sem mercado externo, indústria argentina vê recuperação desandar

Usinas de biodiesel da Argentina exportaram menos de 30 mil m³ no 3º trimestre

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Parece que a recuperação da indústria de biodiesel da Argentina desandou. Depois de terem conseguido engrenar seu melhor volume para um 1º semestre (1S) dos últimos três anos, as usinas do país vizinho viram seus níveis de produção levarem um tombo de quase 37,5% de um trimestre para o outro.

Segundo dados disponibilizados pela Secretaria de Energia do Ministério da Economia da Argentina, a produção de biodiesel beirou as 382 milhares de m³ entre os meses de julho e setembro. Trata-se do pior volume de biodiesel fabricado pelos nossos vizinhos desde 2008 – primeiro ano do histórico – quando a produção foi de 271,3 mil m³.

O terceiro trimestre é justamente o mais ativo para a indústria argentina de biodiesel. Na média, a produção nesse período corresponde a 28,3% da produção anual do país.

Parece que a recuperação da indústria de biodiesel da Argentina desandou. Depois de terem conseguido engrenar seu melhor volume para um 1º semestre (1S) dos últimos três anos, as usinas do país vizinho viram seus níveis de produção levarem um tombo de quase 37,5% de um trimestre para o outro.

Segundo dados disponibilizados pela Secretaria de Energia do Ministério da Economia da Argentina, a produção de biodiesel beirou as 382 milhares de m³ entre os meses de julho e setembro. Trata-se do pior volume de biodiesel fabricado pelos nossos vizinhos desde 2008 – primeiro ano do histórico – quando a produção foi de 271,3 mil m³.

O terceiro trimestre é justamente o mais ativo para a indústria argentina de biodiesel. Na média, a produção nesse período corresponde a 28,3% da produção anual do país.

Com o resultado mais recente, a somatória do biodiesel fabricado na Argentina este ano subiu para 1,58 milhão de m³. Embora este volume esteja acima dos 1,46 milhão de m³ fabricados nos três primeiros trimestres de 2021, a vantagem se estreitou de 44% no 1S para apenas 8,4%.

Exportações paralisadas

O que causou esse tombo foi a virtual paralização do mercado de exportação. Entre julho e setembro, a Argentina embarcou apenas 29,2 mil m³ de biodiesel para fora do país. Esse é o segundo pior resultado no histórico oficial – perdendo apenas para o 4T de 2020 quando as exportações ficaram efetivamente zeradas.

No trimestre anterior, os embarques de biodiesel haviam sido de 471,3 mil m³.

O maior comprador do biodiesel argentino foi a Holanda. O país europeu recebeu 29 mil m³ do produto pelos quais pagou US$ 47,2 milhões – cerca de US$ 1.626,40 por cada m³. Em setembro, contudo, essa demanda secou.

No último mês do período, a única exportação feita pela Argentina foi de 210 m³ com destino a Taiwan.

Mercado doméstico

O resultado do trimestre só não foi pior porque o mercado doméstico argentino se saiu relativamente bem. A demanda interna foi de 275,7 mil m³ o que faz deste o melhor trimestre desde o 4T de 2019.

Essa melhora, contudo, pode não durar. Em julho do ano passado, a Câmara da Argentina aprovou um novo marco regulatório dos biocombustíveis que cortou pela metade – de 10% para 5% – a mistura de biodiesel no óleo diesel.

Em meados do ano, a mistura foi elevada para 12,5% para ajudar a mitigar uma crise de abastecimento de diesel causada pela Guerra Russo-Ucraniana. Embora tenha sido prorrogado em agosto, esse aumento da mistura é uma medida temporária.

Brasil

Vale ressaltar que, em janeiro próximo, está prevista a abertura do mercado brasileiro ao biodiesel importado. Isso acontece justamente quando a Argentina está a procura de um novo escoadouro para seu produto.

Desde que começou a produção comercial em 2008, o país tem sido um dos maiores players no mercado internacional de biodiesel. No entanto, sua presença no mercado global tem sido afetada por repetidas acusações de prática de dumping. Primeiro pela União Europeia que passou a taxar o biodiesel argentino a partir de maio de 2013 – as tarifas europeias foram, posteriormente, derrubadas pela OMC.

Em 2016, foi a vez do Peru passar a impor tarifas antidumping contra o produto argentino e, um ano mais tarde, os Estados Unidos também adotaram medidas similares.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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