Argentina

Produção de biodiesel da Argentina cai 21% no 3º trimestre


BiodieselBR.com - 22 nov 2017 - 10:56

Já começou a sentir os efeitos da restrição americana . É o que revelam os dados recém-divulgados pelo Ministério de Energia y Mineria a respeito da atividade das usinas e da demanda nos mercados interno e externo. Os números mostram que, entre os meses de julho e setembro, as usinas argentinas fabricaram um total de 665,8 milhares de toneladas de biodiesel – uma contração de 20,7% em relação ao volume que havia sido fabricado no segundo trimestre.

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Problemas com o mercado norte-americano levam a redução brusca no volume produzido pelas usinas do país vizinho
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Já começou a sentir os efeitos da restrição americana . É o que revelam os dados recém-divulgados pelo Ministério de Energia y Mineria a respeito da atividade das usinas e da demanda nos mercados interno e externo. Os números mostram que, entre os meses de julho e setembro, as usinas argentinas fabricaram um total de 665,8 milhares de toneladas de biodiesel – uma contração de 20,7% em relação ao volume que havia sido fabricado no segundo trimestre.
É um golpe e tanto para uma indústria que, até meados desde ano, seguia embalada [https://www.biodieselbr.com/noticias/inter/argentina/industria-biodiesel-argentina-tem-segue-aquecida-1-semestre-100817.htm] e tinha chances muito boas de bater – pelo segundo ano seguido – seu recorde de produção. Ao final do primeiro semestre de 2017, a produção argentina tinha 22,5% de dianteira sobre a registrada no mesmo periodo de 2016. Agora, essa vantagem caiu para 4,1% sem nenhuma perspectiva de melhora imediata. 
Em 2016, nossos vizinhos fabricaram 2,65 milhões de toneladas de biodiesel [https://www.biodieselbr.com/noticias/inter/argentina/biodiesel-argentino-confirma-recuperacao-bate-recorde-2016-210217.htm].
Mês de desgosto
A queda no trimestre se concentrou especialmente no mês de agosto quando a produção foi de 169,9 milhares de toneladas. Esse foi o menor volume registrado para esse mês desde 2010.
Essa queda foi puxada por uma contração de praticamente 50% na comparação mensal. Tombo de 41,6% se a comparação for feita em relação à 2016.
Em termos de volume produzido, a indústria até apresentou uma certa melhora no mês de setembro com 213,9 mil toneladas fabricadas. A demanda, porém, não deu o menor sinal de recuperação. As exportações foram de apenas 42 mil toneladas – 75% menos que em setembro de 2016.
Mesmo o mercado interno, que vem mostrando relativa estabilidade, teve piora. Os argentinos consumiram 94,1 milhares de toneladas de biodiesel em setembro, uma queda de 4,6% em um ano.
Estados Unidos 
A puxada de tapete veio dos Estados Unidos. Em agosto, o Departamento de Comércio do governo norte-americano deu razão a um grupo de produtores locais que acusam os fabricantes argentinos de dumping e passou a tarifar [https://www.biodieselbr.com/noticias/inter/eua/eua-impoem-tarifas-preliminares-biodiesel-argentina-indonesia-230817.htm] pesadamente importações de biodiesel que tivessem o país latino-americano como origem.
Em setembro esse fluxo cessou. Foi o primeiro mês sem embarques de biodiesel argentino rumo aos Estados Unidos em quase dois anos e meio – abril de 2015 havia sido o último mês com vendas zeradas.
Os Estados Unidos são um cliente chave para as usinas da Argentina. No ano passado, a demanda norte-americana absorveu mais da metade do biodiesel argentino. Foram 1,47 milhão de toneladas de biodiesel a um custo pouco menor que US$ 1,1 bilhão. 
Boa notícia
Um certo consolo pode vir da volta das vendas para a União Europeia. No terceiro trimestre, foram feitos embarques dois embarques -- Holanda e Espanha – que somaram 90 mil toneladas e renderam US$ 66,8 milhões. 
Antes, o último embarque rumo à países da UE havia sido no primeiro trimestre de 2015.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com