Argentina

Pequenas e médias usinas fecham as portas na Argentina


BiodieselBR.com - 23 ago 2012 - 15:49 - Última atualização em: 29 nov -1 - 20:53
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A indústria de biodiesel da Argentina já soma sete baixas desde que o governo argentino surpreendeu a todos ao anunciar um pacote de medidas que mudou completamente o panorama de sua indústria de biodiesel.

A medida elevou as “retenções” em 12%, eliminou um reembolso equivalente a 2,5% dos impostos pagos e cortou em quase 15% o valor que as distribuidoras pagam pela tonelada de biodiesel no mercado interno. Essa última parte, em particular, deixou as pequenas e médias usinas preocupadas.

Não demorou muito e a primeira desistência foi registrada. No dia 14 deste mês a Aripar Bio, cuja capacidade de produção era de 50 mil toneladas anuais, fechou as portas por não dispor de verba suficiente para continuar a fabricação frente ao novo cenário. E a contagem de desistências vem subindo rapidamente. Das 19 usinas de pequeno e médio portes existentes no país vizinho, 7 já anunciaram sua saída do setor.

De acordo com deputado Germán Mastrocola, o novo valor do biodiesel fixado pela Secretaria de Energia – de 4.405,3 pesos por tonelada – inviabiliza as operações das empresas. Nas contas do parlamentar, elas estão levando um prejuízo de mais ou menos 330 pesos.

Ainda segundo ele, com as usinas tendo dificuldades para se sustentarem no mercado, a Argentina ficará em situação difícil para manter a mistura de 7% de biodiesel no óleo diesel que consome. A demanda do país é de aproximadamente 800 mil toneladas de biodiesel ao ano.

Por este motivo, o deputado Mastrocola está tentando fazer com que o governo de Cristina Kirchner reveja as mudanças, de forma a não prejudicar as pequenas e médias unidades de produção.

Renata Alves
Com informações 24ON
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