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Argentina: produção de biodiesel deu sinais de melhora no 1T

Produção do país vizinho superou a marca de meio bilhão e litros nos três primeiros meses de 2020

BiodieselBR.com 4 min de leitura

=Nos últimos anos, a indústria de biodiesel na Argentina tem vivido muitos altos e baixos com anos bons se alternando com anos ruins. Nos últimos dois anos, a situação do país vizinho deu uma virada para pior com duas contrações seguidas no níveis de atividade das usinas. Pelo menos em seu começo, 2020 sinalizava para uma situação um pouco mais favorável.

Entre janeiro e março, a produção de biodiesel das usinas argentinas somou 509,2 milhões de litros. O volume é quase 25% superior ao do ano passado, quando um colapso nas exportações do biocombustível afundou a atividade do setor que teve seu pior trimestre desde o 1T de 2015, que produziu 411,7 milhões de litros.

A base comparativa deprimida faz com que o resultado soe melhor do que ele realmente é. A produção no começo de 2020 é menor do que as que foram registradas no 1T tanto em 2017, quanto em 2018 – 574,7 e 634,9 milhões de litros respectivamente.

Nos últimos 10 anos, a média da produção foi de argentina foi de 498,3 sinalizando muito mais para uma recuperação de perdas anteriores do que, propriamente, para uma retomada do crescimento do setor.

Nos últimos anos, a indústria de biodiesel na Argentina tem vivido muitos altos e baixos com anos bons se alternando com anos ruins. Nos últimos dois anos, a situação do país vizinho deu uma virada para pior com duas contrações seguidas no níveis de atividade das usinas. Pelo menos em seu começo, 2020 sinalizava para uma situação um pouco mais favorável.

Entre janeiro e março, a produção de biodiesel das usinas argentinas somou 509,2 milhões de litros. O volume é quase 25% superior ao do ano passado, quando um colapso nas exportações do biocombustível afundou a atividade do setor que teve seu pior trimestre desde o 1T de 2015, que produziu 411,7 milhões de litros.

A base comparativa deprimida faz com que o resultado soe melhor do que ele realmente é. A produção no começo de 2020 é menor do que as que foram registradas no 1T tanto em 2017, quanto em 2018 – 574,7 e 634,9 milhões de litros respectivamente.

Nos últimos 10 anos, a média da produção foi de argentina foi de 498,3 sinalizando muito mais para uma recuperação de perdas anteriores do que, propriamente, para uma retomada do crescimento do setor.

Além disso, o bom resultado da produção no começo de 2020 se deve principalmente ao mês de fevereiro quando as usinas argentinas colocaram 208 milhões de litros de biodiesel no mercado. Isso compensou um mês de janeiro que teve uma produção relativamente fraca com a produção de 115,2 milhões de litros.

Em março, no entanto, a produção voltou a se aproximar da média com 186 milhões de litros.

Exportação

Uma boa notícia para os produtores argentinos foi a volta das exportações. Historicamente, o mercado internacional tem sido – tanto para o bem quanto para o mau – o principal motor da indústria de biodiesel na Argentina. Barreiras impostas para a entrada do produto argentino nos mercados da União Europeia (UE) e dos Estados Unidos (EUA) têm sido motivo da grande instabilidade que tem sido vista pelo segmento ao longo dos anos.

O golpe mais recente na indústria do país vizinho foi a imposição de tarifas antidumping contra o biocombustível argentino pelo Departamento de Comércio dos EUA a partir de agosto de 2017.

No 1T de 2020, as vendas externas de biodiesel pareciam estar voltando a engrenar, com vendas de 263,1 milhões de litros das quais 182,7 milhões de litros foram embarcados apenas no mês de março. É um salto de quase 300% sobre o valor registrado no mesmo período do ano passado. O aumento mais do que compensou as perdas de 22,8% nas vendas para o mercado interno.

Esse biodiesel foi quase todo para a UE, com quem a Argentina fechou um acordo em meados ao ano passado que prevê a exportação de 1,3 bilhão de litros por ano. A Holanda recebeu 262,8 milhões de litros de biocombustível argentino. Os embarques ao longo deste período renderam US$ 196,4 milhões às usinas de nossos vizinhos.

Somando mercados interno e externo, a demanda pelo biodiesel argentino foi de 481 milhões de litros. Embora este não seja um volume de encher os olhos para os padrões do mercado argentino, ele representa uma alta de 38,3% sobre o resultado do 1T de 2019.

Pandemia

É claro que esses resultados são anteriores ao alastramento do coronavírus mundo afora.

Informações da Câmara de Biocombustíveis da Argentina (Carbio) apontam que a exportações do país vizinho prevê a exportação de 1,3 bilhão de litros em abril.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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