Assim como aconteceu com a UE, Buenos Aires espera reverter barreiras impostas pelos Estados Unidos às exportações de biodiesel.
A guerra comercial entre Argentina e Estados Unidos no mercado de biodiesel parece, cada vez mais, uma reprise da disputa que foi travada há alguns anos entre argentinos e europeus. O novo capitulo dessa novela a ameaça por parte do governo de Buenos Aires e recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) para tentar reverter as barreiras tarifárias impostas no final do mês passado pelo Departamento de Comércio norte-americano.
A guerra comercial entre Argentina e Estados Unidos no mercado de biodiesel parece, cada vez mais, uma reprise da disputa que foi travada há alguns anos entre argentinos e europeus. O novo capitulo dessa novela a ameaça por parte do governo de Buenos Aires e recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) para tentar reverter as barreiras tarifárias impostas no final do mês passado pelo Departamento de Comércio norte-americano.
Até aqui, o roteiro tem sido praticamente idêntico: a denúncia apresentada por fabricantes locais de que as usinas argentinas estariam tirando proveito da política tarifária de seu país para exportar seu produto a preços abaixo do custo; a abertura de investigação pelo governo e a imposição de tarifas antidumping pesadas.
Com tantas semelhanças entre os dois casos, não chega a ser inesperado que os argentinos tentem a mesma saída de recorrer à OMC.
No caso contra a União Europeia, a Argentina obteve uma vitória ao menos parcial. Embora não tenha declarado as tarifas europeias ilegais, a OMC considerou o valor cobrado exagerado o que obrigou a UE cortar as taxas quase pela metade.
Negociações
Embora já tenha sinalizado à Washington que pode iniciar uma disputa, a chancelaria argentina ainda tenta uma saída negociada.
Em troca da suspensão das tarifas, o governo do país vizinho se dispôs a criar um teto para o volume de biocombustível vendido no mercado norte-americano. A alíquota do imposto cobrado sobre as exportações de biodiesel – que atualmente está zerado – também pode vir a ser elevada.
No primeiro semestre, as exportações de biodiesel para os Estados Unidos renderam às usinas da Argentina pouco menos de US$ 540 milhões.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações La Nación
A guerra comercial entre Argentina e Estados Unidos no mercado de biodiesel parece, cada vez mais, uma reprise da disputa que foi travada há alguns anos entre argentinos e europeus. O novo capitulo dessa novela a ameaça por parte do governo de Buenos Aires e recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) para tentar reverter as barreiras tarifárias impostas no final do mês passado pelo Departamento de Comércio norte-americano.
Até aqui, o roteiro tem sido praticamente idêntico: a denúncia apresentada por fabricantes locais de que as usinas argentinas estariam tirando proveito da política tarifária de seu país para exportar seu produto a preços abaixo do custo; a abertura de investigação pelo governo e a imposição de tarifas antidumping pesadas.
Com tantas semelhanças entre os dois casos, não chega a ser inesperado que os argentinos tentem a mesma saída de recorrer à OMC.
No caso contra a União Europeia, a Argentina obteve uma vitória ao menos parcial. Embora não tenha declarado as tarifas europeias ilegais, a OMC considerou o valor cobrado exagerado o que obrigou a UE cortar as taxas quase pela metade.
Negociações
Embora já tenha sinalizado à Washington que pode iniciar uma disputa, a chancelaria argentina ainda tenta uma saída negociada.
Em troca da suspensão das tarifas, o governo do país vizinho se dispôs a criar um teto para o volume de biocombustível vendido no mercado norte-americano. A alíquota do imposto cobrado sobre as exportações de biodiesel – que atualmente está zerado – também pode vir a ser elevada.
No primeiro semestre, as exportações de biodiesel para os Estados Unidos renderam às usinas da Argentina pouco menos de US$ 540 milhões.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações La Nación