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Mudanças no leilão agradaram


BiodieselBR.com - 31 out 2012 - 15:56 - Última atualização em: 01 nov 2012 - 18:03
ricardo menezesAs mudanças nas regras do leilão de biodiesel, promovido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), agradaram as empresas distribuidoras de combustíveis afiliadas ao Sindicato das Distribuidoras Regionais Brasileiras de Combustíveis (Brasilcom). Conforme a apresentação do diretor da instituição, Ricardo Menezes, durante a Conferência BiodieselBR 2012, o novo sistema, que foi implantado no 26º leilão, garante acesso direto das distribuidoras aos produtores de biodiesel. “Esse modelo respeita os fundamentos da livre concorrência. Todos têm acesso ao mesmo produtor”, avaliou.

“Todos nós prezamos a concorrência dentro do modelo que é vigente no biodiesel”, continuou. Segundo Menezes, as empresas associadas ao Brasilcom avaliam que esse sistema, principalmente com a abertura geral, é “extremamente equilibrado”. Ele também disse que, apesar da restrição de acesso a dados sensíveis, a “ferramenta Petronect garante a transparência de todo o processo”. A transparência no sistema de controle da ANP também foi elogiada: “Isso possibilita a identificação de desvios, o que não interessa a ninguém.”

Para Menezes, o próximo passo agora é planejar uma redução no prazo do leilão, que permita um melhor “planejamento dos estoques”. “Temos a satisfação de ver que fomos ouvidos [na elaboração das mudanças]”, completou.

Composto exclusivamente por distribuidores de combustíveis que operam dentro de áreas geográficas bem delimitadas, o Brasilcom conta com 28 afiliadas e detém, segundo o dirigente, 6% do mercado de diesel no Brasil. Desde a implantação do biodiesel na matriz energética brasileira, informou Menezes, as associadas do Sindicato já investiram R$ 90 milhões, a maior parte em transporte. “Uma parte do diesel que era transportada por duto foi substituída por biodiesel, que passou a ser transportado por via rodoviária”, explicou. Os investimentos foram aplicados principalmente na aquisição de novos caminhões para o transporte desse biocombustível e na renovação das instalações usadas para o recebimento do produto.

Menezes destacou que há investimentos altos em tancagem, mas que “podem ser compensados pelo aumento do giro”. Em sua opinião, as mudanças no leilão contribuem para viabilizar isso. O dirigente também elogiou o respeito às características regionais e a inclusão de parâmetros de qualidade, em especial no que diz respeito à temperatura máxima do ponto de entupimento do filtro a frio, que passou a ser determinado por uma tabela que apresenta valores diferentes em função do estado de destino do biodiesel e do mês do ano. “A inclusão desses parâmetros em função das características do país respeita esses pontos [de diferenças regionais]”, avaliou.

Por fim, Menezes afirmou que outro grande avanço do setor foi a unificação da política tributária. “Hoje o mercado opera livre de liminares”, relatou. “Tem que ser assim. Tem que pensar o país como nação. As políticas devem ser pensadas como um todo. Esse é um modelo que contribui para que não voltemos a ter esse tipo de problema e para manter o mercado saudável”, concluiu.

Rosiane Freitas – BiodieselBR.com

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Tags: C2012