
O leilão que acontece na próxima semana vai comprar o biodiesel necessário para os meses de setembro e outubro. Como o tão esperado aumento de mistura não aparece no horizonte, a compra continua sendo para preencher 5% do consumo total de diesel do país.
Abaixo faço minhas projeções sobre quanto de biodiesel deverá ser oferecido pelas usinas e quanto será comprado pelas distribuidoras:
O leilão que acontece na próxima semana vai comprar o biodiesel necessário para os meses de setembro e outubro. Como o tão esperado aumento de mistura não aparece no horizonte, a compra continua sendo para preencher 5% do consumo total de diesel do país.
Abaixo faço minhas projeções sobre quanto de biodiesel deverá ser oferecido pelas usinas e quanto será comprado pelas distribuidoras:
Oferta
O volume máximo que as usinas de biodiesel podem ofertar neste leilão é nominalmente muito parecido com o número do leilão passado. Dessa vez são 1,102 bilhões de litros contra 1,104 bilhões no leilão passado, uma diferença de exatos 1.986 m³. Mas a qualidade da oferta é diferente.
Neste leilão não estão participando Cooperfeliz, Grupal e BioPetro, que participaram do certame anterior. As três vêm enfrentando dificuldades em conseguir manter uma constâncias em suas vendas desde que o novo sistema foi implementado. Ou seja, não são exatamente grandes concorrentes.
No lugar dessas três usinas entraram a Abdiesel e a Bocchi, ambas sem o selo Combustível Social. A mineira Abdiesel participou de alguns poucos leilões, mas só conseguiu êxito no longínquo 17º leilão no qual vendeu parcos 50 m³. A diferença está mesmo na Bocchi, que trabalha há bastante tempo com grãos no Rio Grande do Sul e poderá ser escolhida pelas distribuidoras na etapa 5. Para isso terá que apresentar preços bastante agressivos.
No leilão passado o volume efetivamente colocado à disposição do mercado foi de 69,38% do total que poderia ser ofertado. Entre os motivos para tanto foi a participação da Biopetro, Bionasa e Biopar PR. Juntas, essas três usinas poderiam ofertar 58,46 milhões de litros, mas não fizeram nenhuma oferta. Dessa vez a Biopetro não está habilitada. Se as outras duas repetirem a história do leilão passado, o setor já poderá passar a desconsiderá-las como produtores ativos de biodiesel.
A Bionasa ainda está em uma situação muito pior, já que não conseguiu vender em nenhum leilão com entrega em 2013.
As demais usinas não devem alterar significativamente o volume ofertado. Há disponibilidade de óleo de soja no mercado, assim como havia no leilão passado. A diferença nas ofertas se dará por particularidades de cada usina.
Tudo isso levado em conta coloca a oferta total entre 790 e 810 milhões de litros.
Demanda
As distribuidoras diminuíram a expectativa de crescimento do mercado no último leilão. No Leilão 30 a compra foi 5,5% maior que a demanda registrada no mesmo período no ano anterior. No Leilão 31 a compra foi 3% maior apenas. Uma parte dessa redução pode ser explicada pela alteração nas regras de compras, que tornam mais rígidos os limites de retirada de biodiesel e alteraram as multas em caso de inadimplemento.
A grande mudança neste leilão é o desligamento das usinas térmicas movidas a diesel. Não foi divulgado o volume de combustível que essas usinas vinham consumindo, mas o governo publicou que seriam economizados R$ 1,4 bilhão por mês. Esse valor não diferencia o gasto entre óleo combustível e diesel, mas já serve para ver a magnitude do consumo e deverá pesar contra a demanda
Por outro lado, historicamente, o mês de outubro é um dos meses de maior consumo de diesel do país. Este ano é esperado um plantio recorde de soja o que irá impactar na demanda de diesel.
Analisando o consumo histórico de diesel no quarto e quinto bimestre dos últimos treze anos, apenas em três deles o consumo de diesel foi menor no quinto bimestre. Contudo dois desses casos aconteceram em 2012 e 2010.
Com todas essas questões indefinidas, o cenário mais provável é de uma compra muito próxima da realizada no leilão passado, ficando entre 510 e 520 milhões de litros. Sendo que no lote para as usinas com selo a compra deverá ficar entre 425 e 431 milhões de litros enquanto no lote sem selo entre 88 e 89 milhões de litros.
As distribuidoras devem pela primeira vez comprar na etapa sem selo mais de 20% do volume comprado na etapa com selo.
Miguel Angelo Vedana – BiodieselBR.com
Abaixo faço minhas projeções sobre quanto de biodiesel deverá ser oferecido pelas usinas e quanto será comprado pelas distribuidoras:
O leilão que acontece na próxima semana vai comprar o biodiesel necessário para os meses de setembro e outubro. Como o tão esperado aumento de mistura não aparece no horizonte, a compra continua sendo para preencher 5% do consumo total de diesel do país.
Abaixo faço minhas projeções sobre quanto de biodiesel deverá ser oferecido pelas usinas e quanto será comprado pelas distribuidoras:
Oferta
O volume máximo que as usinas de biodiesel podem ofertar neste leilão é nominalmente muito parecido com o número do leilão passado. Dessa vez são 1,102 bilhões de litros contra 1,104 bilhões no leilão passado, uma diferença de exatos 1.986 m³. Mas a qualidade da oferta é diferente.
Neste leilão não estão participando Cooperfeliz, Grupal e BioPetro, que participaram do certame anterior. As três vêm enfrentando dificuldades em conseguir manter uma constâncias em suas vendas desde que o novo sistema foi implementado. Ou seja, não são exatamente grandes concorrentes.
No lugar dessas três usinas entraram a Abdiesel e a Bocchi, ambas sem o selo Combustível Social. A mineira Abdiesel participou de alguns poucos leilões, mas só conseguiu êxito no longínquo 17º leilão no qual vendeu parcos 50 m³. A diferença está mesmo na Bocchi, que trabalha há bastante tempo com grãos no Rio Grande do Sul e poderá ser escolhida pelas distribuidoras na etapa 5. Para isso terá que apresentar preços bastante agressivos.
No leilão passado o volume efetivamente colocado à disposição do mercado foi de 69,38% do total que poderia ser ofertado. Entre os motivos para tanto foi a participação da Biopetro, Bionasa e Biopar PR. Juntas, essas três usinas poderiam ofertar 58,46 milhões de litros, mas não fizeram nenhuma oferta. Dessa vez a Biopetro não está habilitada. Se as outras duas repetirem a história do leilão passado, o setor já poderá passar a desconsiderá-las como produtores ativos de biodiesel.
A Bionasa ainda está em uma situação muito pior, já que não conseguiu vender em nenhum leilão com entrega em 2013.
As demais usinas não devem alterar significativamente o volume ofertado. Há disponibilidade de óleo de soja no mercado, assim como havia no leilão passado. A diferença nas ofertas se dará por particularidades de cada usina.
Tudo isso levado em conta coloca a oferta total entre 790 e 810 milhões de litros.
Demanda
As distribuidoras diminuíram a expectativa de crescimento do mercado no último leilão. No Leilão 30 a compra foi 5,5% maior que a demanda registrada no mesmo período no ano anterior. No Leilão 31 a compra foi 3% maior apenas. Uma parte dessa redução pode ser explicada pela alteração nas regras de compras, que tornam mais rígidos os limites de retirada de biodiesel e alteraram as multas em caso de inadimplemento.
A grande mudança neste leilão é o desligamento das usinas térmicas movidas a diesel. Não foi divulgado o volume de combustível que essas usinas vinham consumindo, mas o governo publicou que seriam economizados R$ 1,4 bilhão por mês. Esse valor não diferencia o gasto entre óleo combustível e diesel, mas já serve para ver a magnitude do consumo e deverá pesar contra a demanda
Por outro lado, historicamente, o mês de outubro é um dos meses de maior consumo de diesel do país. Este ano é esperado um plantio recorde de soja o que irá impactar na demanda de diesel.
Analisando o consumo histórico de diesel no quarto e quinto bimestre dos últimos treze anos, apenas em três deles o consumo de diesel foi menor no quinto bimestre. Contudo dois desses casos aconteceram em 2012 e 2010.
Com todas essas questões indefinidas, o cenário mais provável é de uma compra muito próxima da realizada no leilão passado, ficando entre 510 e 520 milhões de litros. Sendo que no lote para as usinas com selo a compra deverá ficar entre 425 e 431 milhões de litros enquanto no lote sem selo entre 88 e 89 milhões de litros.
As distribuidoras devem pela primeira vez comprar na etapa sem selo mais de 20% do volume comprado na etapa com selo.
Miguel Angelo Vedana – BiodieselBR.com