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Biodiesel

Usina de biodiesel da Coplacana começa a operar em abril


Protefer - 18 dez 2007 - 12:28 - Última atualização em: 09 nov 2011 - 19:23

A usina de biodiesel da Coplacana (Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo) inicia suas atividades em abril de 2008. Instalada na região do bairro Taquaral, em Piracicaba, o projeto recebeu investimentos de R$ 8 milhões e deve produzir 45 mil litros de biodiesel de soja por dia. A informação é do presidente da cooperativa, José Coral, durante coletiva à imprensa na tarde de ontem. A previsão, para o segundo semestre de 2008, é a construção de uma “hospedaria” para bois no local.

A sobra da soja da usina será transformada em farelo, em torno de aproximadamente 240 toneladas por dia. Segundo Coral, pelo menos metade será encaminhada para a fábrica de ração animal da cooperativa e o restante ficará confinado para utilização em uma espécie de “hotel do boi”. “A vantagem é que, com a sobra do farelo, vamos ajudar o agricultor, principalmente durante a entressafra, a trazer o seu gado para engorda”, diz Coral. Será investido R$ 1 milhão neste projeto.

A soja será a principal matéria-prima e a demanda estimada para a oleaginosa é de 300 toneladas por dia. A área de plantio correspondente à demanda é de 35 mil hectares. O grande diferencial da usina é a utilização de rota etílica (álcool no processo de produção do biodiesel), além de um catalisador de quarta geração. Um laboratório completo para análise da produção também está sendo construído para atender às normas da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás natural e Biocombustíveis).

Na época do anúncio da usina, em abril deste ano, o coordenador do Pólo Nacional de Biocombustíveis, Weber do Amaral, afirmou que a usina de biodiesel será importante, principalmente, para os fornecedores de cana da região. Para ele, esta é a oportunidade para que pequenos agricultores de cana passem a controlar “uma etapa importante da cadeia, que é a etapa da produção.” O plano de negócios da usina foi elaborado por uma equipe do pólo, localizado na Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz).

Ainda segundo Coral, o biocombustível produzido na primeira fase de operação da usina não será suficiente para venda no mercado. “Toda produção do biodiesel será destinada à movimentação das máquinas e equipamentos da frota da Coplacana e dos cooperados”, informa o presidente da cooperativa. Ele ainda abordou, na coletiva, o andamento da Usina de Leite, que chegou a 6.000 litros por dia, superando as expectativas do projeto.

De acordo com o gerente da Coplacana, Arnaldo Bortoletto, a distribuição do biodiesel ainda depende de autorização da ANP. “Aguardamos a resposta do órgão para dizer qual será a composição de biodiesel comercializado, se será livre para mistura ou não ao biodiesel”, diz. Segundo ele, a soja é uma oleaginosa que tem custo acessível para o agricultor e facilidades para utilização das sobras após o processo de moagem.