O futuro verde
A alta constante do preço da gasolina, que semana passada chegou a US$ 2,55 por galão (3,78 litros), preocupa os norte-americanos. Com o barril do petróleo batendo nos US$ 70, o maior mercado do planeta repensa seus veículos e busca combustíveis alternativos.
Acostumadas com motores potentes e despreocupadas com o gasto de gasolina ou diesel, as montadoras foram surpreendidas pelo governo dos Estados Unidos, que determinou a redução do consumo, principalmente das picapes e dos utilitários esportivos. Ao mesmo tempo, cresce a atenção pelo álcool diante ainda do alto custo dos veículos híbridos e a viabilidade ainda distante dos motores alimentados pelas células ou pilha de combustível.
O álcool chamou a atenção de chineses, japoneses e indianos e abre uma perspectiva que as autoridades brasileiras devem tratar com atenção. Também a tecnologia dos motores flexíveis, que usam álcool, gasolina ou ambos em qualquer mistura. Sem dúvida, mais importantes do que o biodiesel no momento.
A produção nacional de cana-de-açúcar aumentou 58% nos últimos 10 anos, e o Ministério da Agricultura garante que poderá aumentar para atender à demanda dos mercados interno e externo. Em 2004, 44,8% da cana produzida virou 15,1 bilhões de litros de álcool.
A produção da safra 2005/2006 chegará a 440 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, 5,7% a mais sobre o período anterior. Serão produzidos 17 bilhões de litros de álcool, dos quais 9,3 bilhões de litros de álcool anidro (é adicionado à gasolina), e 7,4 bilhões de álcool hidratado (vendido nos postos).
O governo garante que o volume do combustível verde será suficiente para abastecer a frota de veículos flexpower e as exportações.


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