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Biodiesel

Manguinhos em atraso com biodiesel


Jornal do Commercio - RJ - 12 jan 2007 - 09:19 - Última atualização em: 09 nov 2011 - 19:22

Com início das operações previsto para a primeira quinzena de dezembro, a Refinaria de Manguinhos ainda não deu partida à produção de biodiesel. A empresa não comenta o assunto, mas informações dão conta de que o atraso estaria relacionado à emissão de alvará pela Prefeitura do Rio de Janeiro. A refinaria está sem atividade de refino desde agosto de 2005, por conta da escalada do preço do petróleo no mercado internacional, e está operando apenas como distribuidora de combustíveis.

A Prefeitura afirma que a emissão de alvará é procedimento de trâmite rápido, que não ultrapassa 30 dias. Os atrasos ocorrem, normalmente, por falha na entrega dos documentos exigidos. A área que abrigará a unidade produtiva foi arrendada pelo grupo paulista Ponte di Ferro, que ficará responsável pela comercialização do produto. A empresa participou do quarto leilão de venda de biodisel, organizado em julho pela Agência Nacional de Petróleo (ANP).

Na quinta-feira, durante debate na Sala de Monitoramento do Biodiesel, a presidente da BR Distribuidora, Maria das Graças Foster, criticou a morosidade do processo. Segundo ela, a refinaria de Manguinhos tem localização privilegiada, entre os maiores centros consumidores do produto Rio e São Paulo, e por isso deveria poder operar.

Fontes ligadas ao assunto dizem que a empresa tenta atender às exigências da Prefeitura e que estima o início das operações na próxima semana.

Na época do anúncio do início das operações, no final de novembro de 2006, a licença ambiental, emitida pelo Estado (por intermédio da Feema), já havia sido publicada no Diário Oficial.

O licenciamento envolveu a nova tecnologia de produção, que permite o uso de três tipos matérias-primas na geração do biodiesel: sebo animal, óleo de soja e óleo de girassol.

Os sócios Grupo Peixoto de Castro e Repsol YPF investiram R$ 2 milhões para produzir 48 milhões de litros/ano do produto.

A diretoria da empresa planeja, no futuro, investir mais US$ 10 milhões na construção de uma outra usina de biodiesel, o que permitiria elevar a produção das empresas para 360 milhões de litros/ano.

A atuação como distribuidora foi a alternativa encontrada por Manguinhos para não fechar as portas. O descompasso entre a cotação do barril de petróleo e os preços no mercado nacional, tornaram a refinaria deficitária. Houve paralisação das atividades e demissões.

A empresa, que já teve cerca de 600 funcionários, hoje tem em seus quadros apenas 100. Para não abandonar totalmente a atividade de produção de combustíveis, a empresa optou pelo biodiesel.

Tags: Manguinhos