Negócio

Petróleo fecha em baixa, após AIE e Opep demonstrarem cautela em suas previsões


Estadão Conteúdo - 13 ago 2021 - 09:11

Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa nesta quinta-feira, em sessão marcada pela publicação de relatórios sobre o mercado da commodity. A Agência Internacional de Energia (AIE) revisou suas previsões, e diminuiu a expectativa para a alta da demanda do óleo em 2021, citando impactos da variante delta do coronavírus. Já Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) manteve sua projeção, mas citou incertezas decorrentes da covid-19.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI com entrega prevista para setembro recuou US$ 0,16 (-0,23%), a US$ 69,09, enquanto o do Brent para o mês seguinte teve queda de 0,18% (US$ 0,13), A US$ 71,31, na Intercontinental Exchange (ICE).

Para a AIE, a rápida disseminação da variante delta e seu impacto na economia global devem fazer o mundo consumir menos petróleo neste ano do que o anteriormente projetado. Em seu relatório mensal, a entidade avaliou que a piora na pandemia, bem como revisões de dados históricos, significam que a demanda global foi “reduzida de maneira apreciável”, com parte da previsão de retomada neste ano ficando para 2022. A AIE cortou sua projeção para crescimento na demanda global por petróleo em 100 mil barris por dia (bpd) em 2021, a 5,3 milhões de bpd. Na visão do Commerzbank, ainda não está “claro se a propagação da variante delta terá mais efeito de frenagem na demanda, afinal”.

Já a Opep manteve, em relatório mensal, sua previsão para crescimento na demanda global neste ano em cerca de 6 milhões de barris por dia (bpd), a uma média de 96,6 milhões de bpd. Para 2022, a previsão para a alta na demanda seguiu em 3,3 milhões de bpd ante o ano atual.

Seguindo a manutenção, a Capital Economics avaliou que apesar da postura, a perspectiva para a demanda de curto prazo se deteriorou, o que pode significar que o grupo ajustará para baixo seus planos de produção na próxima reunião. “Embora permaneçamos amplamente positivos quanto às perspectivas para a procura de petróleo este ano, revisamos para baixo nossas projeções para a demanda na China e no Sudeste Asiático no terceiro trimestre para refletir as restrições de viagens lá”, aponta a consultoria.