Na COP 21, um grupo formado por 20 governos e 28 grandes investidores fecharam pacto para aumentar investimos em pesquisa de energias renováveis.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
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Nem bem foi aberta nessa segunda-feira (30) e a 21ª Conferência das Partes (COP 21) já contabiliza seu primeiro grande anúncio – ou melhor dois – que pretende acelerar o ritmo das atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) para energias renováveis. Um grupo de 20 nações – entre os quais a brasileira – anunciou a meta de dobrar seus orçamentos dedicado à pesquisa do tema dentro dos próximos cinco anos. De quebra, um grupo de 28 pesos-pesados do setor privado mundial firmaram uma carta de princípios que deverá orientar seus futuros investimentos na área contribuindo para reduzir o tempo para que novas tecnologias cheguem ao mercado.
Nem bem foi aberta nessa segunda-feira (30) e a 21ª Conferência das Partes (COP 21) já contabiliza seu primeiro grande anúncio – ou melhor dois – que pretende acelerar o ritmo das atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) para energias renováveis. Um grupo de 20 nações – entre os quais a brasileira – anunciou a meta de dobrar seus orçamentos dedicado à pesquisa do tema dentro dos próximos cinco anos. De quebra, um grupo de 28 pesos-pesados do setor privado mundial firmaram uma carta de princípios que deverá orientar seus futuros investimentos na área contribuindo para reduzir o tempo para que novas tecnologias cheguem ao mercado.
No caso do Brasil, isso pode significar sair dos cerca de R$ 600 milhões este ano para algo em torno de R$ 1,2 bilhão em 2020.
Chamado Missão Inovação, o lado governamental da iniciativa reconhece que a velocidade com que o mundo vem inovando na área de energia limpa ainda está muito aquém do necessário. Por isso, o pacto governamental quer colocar recursos adicionais em tecnologias inovadoras que tenham potencial para atender diferentes escalas de demanda e para atrair investidores privados o mais rapidamente possível.
Ao menos por enquanto, o anúncio é muito mais político do que de ordem prática. Pelas regras da iniciativa, os países signatários manterão sua soberania sobre os recursos e seu próprio portfólio de investimentos. Além disso, os signatários se comprometeram a divulgar anualmente seus dados sobre os investimentos e os resultados obtidos.
Bolsos profundos
O que sinaliza que esse anúncio pode ter mais a mostrar do que retórica é a forma como ele se articula com a Breakthrough Energy Coalition (algo como “Coalizão para Energia Disruptiva”) que reúne alguns dos nomes mais estrelados do capitalismo global e que se diz disposta a investir de “forma sem precedentes” em tecnologias em etapas preliminares de desenvolvimento criadas por fundos públicos.
Entre os bilionários que se propuseram a colaborar temos nomes como Bill Gates, Mark Zuckerberg, Jeff Bezos e George Soros.
A ideia é fomentar parcerias público-privadas que viabilizem novas tecnologias que gerem energia limpa a preços acessíveis. “O atual sistema de pesquisa básica, investimento em energia limpa e marco legal e subsídios vêm falando em mobilizar os recursos para soluções realmente transformadoras do futuro. Não podemos mais esperar que o sistema mude por meio de seu ciclo normal”, diz o manifesto de lançamento da coalisão de empresários.
Essa abordagem dupla de aumento nos gastos com pesquisa básica e mobilização de capitais para investimentos em projetos de alto risco e longo prazo de maturação tenta emular outros ciclos bem-sucedidos de desenvolvimento tecnológico acelerado como o que levou ao desenvolvimento da indústria de computação pessoal nos Estados Unidos a partir do final dos anos 1980.