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Cálculos sobre defasagem de preços não refletem os custos da companhia, diz Petrobras

Afirmação foi feita pelo presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, após acusações da Abicom sobre defasagem de preços dos combustíveis

Valor Econômico 2 min de leitura

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, reforçou hoje a intenção da companhia de não transferir imediatamente para o preço dos combustíveis as oscilações do mercado internacional.

Ele citou a política de reajustes diários, implementada na época da gestão Pedro Parente, como um exemplo de erro na estratégia comercial da empresa.

“Não estamos comprometidos em cometer o erro de reajustar diariamente. A experiência mostrou que isso deu em confusão. Somos produtores de combustíveis, não somos tradings. Somos pacientes e agimos com frieza, reajustamos com [base em] preços internacionais e forças do mercado”, comentou, em entrevista ao Valor.

Segundo Castello Branco, as acusações de defasagem nos preços de combustíveis praticados pela Petrobras estão baseadas em cálculos incorretos. O executivo alega que os valores calculados por associações de importadores não levam em consideração os custos reais da companhia.

“O racional [dos importadores] de calcular um preço de paridade está certo, mas eles não estão usando os dados de custos certos. Eles [os cálculos] refletem os custos de terceiros, mas somos nós que sabemos os nossos custos”, disse, em resposta a acusações de que a estatal está segurando os reajustes dos combustíveis.

A Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom) protocolou na semana passada um ofício no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) com a acusação de que a Petrobras de manter os preços de combustíveis abaixo dos praticados no mercado internacional. De acordo com Castello Branco, a companhia ainda não foi notificada sobre o assunto.

Castello Branco explicou ainda que a companhia leva em consideração o preço de paridade internacional até os pontos de venda e que as margens praticadas pela Petrobras variam de acordo com a oferta e a demanda do mercado. “Nossa política é ajustar os preços à paridade internacional, com margem pelo risco”, explicou o presidente da petroleira.

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