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Norte-americanos pagariam prêmio por biocombustíveis avançados

Estudo da Universidade do Estado de Washington mostrou que norte-americanos estariam dispostos a pagar prêmio por biocombustíveis de 2ª geração.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Segundo um estudo conduzido pela Universidade do Estado de Washington os motoristas norte-americanos estariam dispostos a pagar um prêmio para abastecerem seus carros com biocombustíveis de 2ª geração. Na média, os entrevistados disseram que topariam pagar até 11% mais para trocar os combustíveis fósseis por alternativas menos poluentes.

Segundo um estudo conduzido pela Universidade do Estado de Washington os motoristas norte-americanos estariam dispostos a pagar um prêmio para abastecerem seus carros com biocombustíveis de 2ª geração. Na média, os entrevistados disseram que topariam pagar até 11% mais para trocar os combustíveis fósseis por alternativas menos poluentes.

A pesquisa foi conduzida nas cidades de Portland, Minneapolis e Boston – que formam um eixo que cobre o território norte-americano de leste a oeste – de forma a blindar os resultados para questões meramente locais. Nas três, entretanto, os consumidores ouvidos afirmaram ter preferência por biocombustíveis e que estariam dispostos a pagar mais por eles. “Ficamos surpresos que o prêmio tenha sido tão significativo”, declarou a professora da Escola de Ciências Econômicas da WSU, Jill McCluskey.

Os moradores de Portland são, de longe, os mais entusiasmados declarando que estariam dispostos a desembolsar 17% mais para trocar o diesel e a gasolina fósseis. Já os entrevistados de Minneapolis e Boston aceitariam pagar entre 9% e 8% mais.

A pesquisa também mostrou que os entrevistados que receberam informações sobre os benefícios ambientais dos biocombustíveis se mostraram dispostos a pagar valores maiores que aqueles que não receberam qualquer informação extra. Segundo McClusker isso sugere que comunicar esses benefícios poderia ser uma estratégia de marketing eficaz para a indústria.

2ª Geração

O foco da pesquisa foram os biocombustíveis chamados de segunda geração. Enquanto os biocombustíveis convencionais são fabricados a partir de produtos alimentares – açúcar no caso do etanol e óleos vegetais no caso do biodiesel –, já os produtos de segunda geração são feitos a partir de fontes de biomassa que hoje são vistas como rejeitos.

“Esses novos biocombustíveis não estão disponíveis comercialmente. Nosso estudo tem como objetivo determinar o seu potencial de mercado”, explica McCluskey acrescentando que os resultados “mostram claramente” que há espaço. A pesquisa também levantou há uma dose de desconfiança. “Nossos entrevistados se mostraram preocupados que esses novos biocombustíveis possam danificar seus veículos”, alerta.

Os resultados da pesquisa foram publicados na edição de novembro da publicação científica Energy Economics.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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