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Pequena usina de biodiesel do MT fecha as portas


BiodieselBR.com - 03 mai 2011 - 08:24 - Última atualização em: 09 nov 2011 - 19:16

“Desistimos da atividade”, resume num indisfarçável tom de desânimo o empresário Antônio Rodrigues Filho, ex-sócio da Usibio. Com capacidade de produção para somente 7,2 milhões de litros ao ano, a pequena usina instalada de Sinop (MT) entregou os pontos de vez e solicitou que a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) cancelasse sua autorização de operação. O cancelamento foi publicado no Diário Oficial da União de hoje.

A usina recebeu sua autorização para operar em maio de 2007 e, segundo Rodrigues, até chegou a produzir algum biodiesel logo no começo, mas a situação desfavorável fez com que a diretoria da empresa nem se preocupasse em solicitar a autorização para a comercialização do biodiesel – passo fundamental para que a empresa pudesse disputar os leilões a ANP.

De acordo com o ex-sócio da empresa, a principal dificuldade da usina estava no acesso à matéria-prima a preços que justificassem sua operação. A região possui muitas “multinacionais que usam o óleo que produzem internamente”, diz. A situação só aumentava o descompasso entre os preços do óleo e os preços de venda do biodiesel. “A compra da matéria-prima não condizia com os preços de venda, nós teríamos prejuízo para produzir”, complementa.

Apesar da inatividade, a Usibio foi mantida aberta pelos últimos quatro anos a espera que a situação melhorasse. Mas sem visualizar um cenário no qual a viabilidade econômica do empreendimento chegasse e com os custos para manter toda a documentação exigida pela ANP e pelas autoridades locais em dia se acumulando, os proprietários da usina decidiram tirá-la do mercado logo de uma vez e solicitaram que a ANP desse baixa na autorização.

Agora os proprietários estudam o que fazer com a estrutura montada para a Usibio. “Ela pode ser aproveitada em outras atividades que ainda não definimos ou, se isso não for possível, vamos desmontar o maquinário e aproveitar só o terreno”, finaliza Rodrigues.

Fábio Rodrigues - BiodieselBR.com