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[Conferência 2011] O centro de controle do biodiesel


BiodieselBR.com - 31 out 2011 - 21:44 - Última atualização em: 09 nov 2011 - 19:18

O gerente executivo da Petrobras, José Raimundo Brandão Pereira, foi o primeiro a se apresentar no 2º Painel da Conferência BiodieselBR, com a palestra “2012-2020: logística e distribuição do biodiesel”. Ele contou aos presentes o papel que tem sido desempenhado pela estatal como um dos agentes centrais da cadeia de suprimento de biodiesel.

Segundo ele, o Brasil vive um momento excepcional na busca por energia, com crescimentos robustos na demanda de todos os combustíveis, e responder ao desafio de suprir o país exige um verdadeiro trabalho de equipe. Mesmo sem nenhum aumento adicional na mistura de biodiesel, a demanda deverá praticamente dobrar na próxima década, saindo de 2,2 bilhões de litros registrados em 2010 para 4,3 bilhões, segundo estimativas da empresa.

“A Petrobras não se entende mais como uma empresa de petróleo, mas como uma empresa integrada de energia”, conta, ao dizer que os biocombustíveis já estão 100% integrados aos pilares de atuação da companhia. “Eles fazem parte de nosso core business, é uma das prioridades em que decidimos colocar tempo e dinheiro”, informou.

A empresa também participa da cadeia gerenciando o abastecimento do mercado nacional de biodiesel. Em algum momento, todo o biodiesel produzido no país passa pelas mãos da estatal, que é a grande compradora dos leilões de biodiesel da ANP e revende os volumes adquiridos para as empresas distribuidoras de forma a compatibilizar produção e demanda. Isso coloca a empresa no centro de todo o sistema de compra e venda de biodiesel do país.

Para que o sistema funcione como deve, a Petrobras realiza um trabalho de gestão do sistema de distribuição de biodiesel que nem sempre é visível. “O processo de compra e venda do biodiesel começa bem antes do trimestre e a Petrobras tem uma participação muito estreita junto com a ANP e o MME”, relatou.

Por causa de sua posição no sistema, a empresa precisa manter uma equipe de 40 pessoas só para gerenciar os cerca de 55 mil carregamentos e 165 mil notas fiscais relacionados ao biodiesel. Isso permite uma gestão integrada e um controle mais estreito da programação de entregas das usinas, o que agregaria valor à indústria como um todo e garantiria que o suprimento do mercado seja feito sem sustos.

Além disso, a Petrobras também faz a manutenção dos estoques reguladores de biodiesel no Brasil e se encarrega do abastecimento das chamadas bases democráticas, nas quais distribuidoras de menor porte podem se abastecer de combustíveis.

Para aprimorar esse sistema, a empresa está investindo no desenvolvimento de uma plataforma virtual chamada Canal Cliente Caminhão, que já se encontra em fase de testes e vai permitir que as distribuidoras agendem suas retiradas de biodiesel nas usinas. “Isso vai reduzir as filas e os desperdícios no carregamento dos caminhões”, celebra.

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Fábio Rodrigues - BiodieselBR.com

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