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Algodão foi menos utilizado pelas usinas em 2010, mas continua em 3º


BiodieselBR.com - 06 abr 2011 - 06:09 - Última atualização em: 09 nov 2011 - 19:16

Em 2010 o óleo de caroço de algodão perdeu participação na composição do biodiesel nacional, mas ainda permanece em terceiro lugar no ranking, atrás apenas do óleo de soja e da gordura bovina. De acordo com dados divulgados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), 2,42% do biodiesel produzido no país no ano passado foi obtido a partir do óleo de algodão.

Em 2009, a participação do óleo de algodão chegava a 3,71%. No ano anterior, era de apenas 2,03%.

Considerando a porcentagem de óleo no grão e o peso específico do óleo, foram esmagadas 279,9 mil toneladas de caroço de algodão para produzir o combustível verde.

Para atender a demanda do biodiesel com esta oleaginosa foi necessário um plantio de uma área em torno de 130,7 mil hectares. A extração de óleo de algodão para biodiesel consumiu 15,64% da produção nacional de algodão na safra 2009/2010.

Para o engenheiro agrônomo e consultor Celito Breda, da Círculo Verde Assessoria Agronômica, de Barreiras (BA), o principal obstáculo à ampliação do uso do óleo de algodão na produção de biodiesel ainda é o preço, que chega a R$ 1,80 por litro no Nordeste. “Em alguns estados, como Mato Grosso e Goiás, está mais barato”, ressalva.

O consultor prevê uma queda no preço no período de um a dois anos com o aumento da área plantada. “Pode ser que fique mais ou menos compatível com o óleo de soja”, calcula.

O óleo do algodão é extraído do caroço, a parte do fruto que fica após a retirada da pluma, da qual é aproveitada a fibra. O caroço é triturado, aquecido e prensado. Ainda quente, o óleo obtido passa por tripla filtragem sequencial. Como resíduo fica a torta, mais rica – pelo menos em termos calóricos – que o farelo de soja como ração para o gado.

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Ari Silveira - BiodieselBR.com