Vendas mensais do principal coproduto das usinas voltaram a superar a barreira das 50 mil toneladas pela primeira vez em oito meses
Depois de um primeiro trimestre pouco agitado, a presença do Brasil no mercado global de glicerina voltou a ganhar tração. Segundo dados do Ministério da Economia, ao longo do mês passado os embarques do principal coproduto do setor de biodiesel passaram das 51 mil toneladas.
Essa é apenas a segunda vez na história que as exportações de glicerina quebram a barreira das 50 mil toneladas. A primeira foi em agosto do ano passado quando foram exportadas mais de 52,2 mil toneladas do produto. Nos sete meses que se passaram de lá para cá, a média de exportações ficou na faixa das 38,2 mil toneladas.
Já o mercado de glicerina destilada teve um aumento bem mais tímido com a demanda externa avançando 9,5% entre março e abril o que resultou em embarques de 13,2 mil toneladas. Com isso, o produto destilado representou 26% do total.
Depois de um primeiro trimestre pouco agitado, a presença do Brasil no mercado global de glicerina voltou a ganhar tração. Segundo dados do Ministério da Economia, ao longo do mês passado os embarques do principal coproduto do setor de biodiesel passaram das 51 mil toneladas.
Essa é apenas a segunda vez na história que as exportações de glicerina quebram a barreira das 50 mil toneladas. A primeira foi em agosto do ano passado quando foram exportadas mais de 52,2 mil toneladas do produto. Nos sete meses que se passaram de lá para cá, a média de exportações ficou na faixa das 38,2 mil toneladas.
O crescimento nas vendas em abril se deve principalmente ao aumento nas exportações da glicerina bruta. O produto de menor valor agregado contabilizou 37,7 mil toneladas embarcada, crescimento de 37,1% sobre o resultado de março.
Já o mercado de glicerina destilada teve um aumento bem mais tímido com a demanda externa avançando 9,5% entre março e abril o que resultou em embarques de 13,2 mil toneladas. Com isso, o produto destilado representou 26% do total.
Destinos
A China foi o destino de mais da metade das exportações brasileiras. Cerca de 26,6 mil toneladas do produto nacional – 3,7 mil toneladas de glicerina destilada e mais 22,8 mil toneladas de glicerina bruta – tiveram a segunda maior economia do mundo como seu destino.
Outras 10,6 mil toneladas – 20,7% do total – foram destinadas à compradores de origem russa. As 13,8 mil toneladas de glicerina restantes se distribuem entre outros 40 países.
O Porto de Santos foi a principal rota de saída do produto nacional. Mais de 18,5 mil toneladas de glicerina nacional foram embarcadas a partir do maior porto brasileiro. Os portos de Rio Grande (13,1 mil toneladas) e de Paranaguá (12,1 mil toneladas) completam o quadro.
Recorde
Se no volume vendido o Brasil bateu na trave, em termos de faturamento o mês passado quebrou o recorde. O país ganhou cerca US$ 21,5 milhões – aproximadamente R$ 114,1 milhões pela cotação de ontem – no mercado de glicerina.
Antes, o recorde pertencia ao mês de abril de 2018 quando as exportações renderam um pouco menos que US$ 17,6 milhões.
Além do aumento no volume de glicerina movimentada, as cotações do produto também vêm melhorando de forma relativamente consistente nos últimos meses. Na média, cada tonelada de glicerina bruta foi negociada por US$ 328,67 enquanto a glicerina destilada valia US$ 686,22.
Os valores atuais são os maiores desde meados de 2018.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com