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Análise Semanal
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01.dez.06
Os preços do petróleo também tiverem alta considerável durante esta semana, alcançando U$ 65,00 por barril, tanto em Londres como em Nova York. A semana também foi de preços firmes dos produtos agrícolas, soja, milho e trigo. Os preços do óleo de soja na bolsa de Chicago ultrapassaram nesta semana a marca dos 30 centavos de dólar por libra peso nas posições a partir de março de 2007, isto representa cerca de U$ 650,00 por tonelada de óleo.
O motivo da alta do preço do óleo de soja continua sendo a expectativa de aumento no consumo de soja para biodiesel. A ADM anunciou a construção de sete usinas de biodiesel na América do Norte, cinco delas utilizarão soja e as outras duas, canola. Uma analista de uma multinacional de grãos estima que até 2010 o mundo precisará aumentar a produção de óleo vegetal em 23 milhões de toneladas em conseqüência da produção de biodiesel. Hoje a produção mundial de óleos vegetais está em 122 milhões de toneladas anuais.
A declaração de um membro do governo chinês, de que a China nos próximos anos passará a ser importadora de milho, em virtude do aumento da demanda por etanol e por aumento da qualidade de vida de seus habitantes, contribuiu para a manutenção dos preços dos produtos agrícolas.
O Governo brasileiro já cogita realizar mais um leilão de biodiesel no começo de 2007. Segundo o coordenador interministerial do Grupo de Bioenergia da Casa Civil, Rodrigo Rodrigues, o governo poderá “fazer um quinto leilão no início de 2007 em caso de haver demanda e capacidade instalada”. Apesar das usinas de biodiesel lutarem para vender o biodiesel por um preço maior nos leilões do Governo, mas não é essa a tendência. Após o último leilão, muitas Usinas foram registradas na ANP e receberam o selo social, aumentando com isso, a concorrência do mercado.
O Governador Blairo Maggi do Mato Grosso em seu discurso na inauguração da usina da Barrálcool disse que entre cinco e dez anos os produtores rurais do seu estado estariam “dando adeus” ao petróleo e passariam a usar somente biodiesel. Essa possibilidade levantada pelo governador é crível, pois mesmo após anos ruins para os agricultores de todo o Brasil, estão sendo construídas dezenas de indústrias no estado do Mato Grosso, e a partir de 2007 com a provável volta da rentabilidade agrícola puxada pelo aumento dos commodities agrícolas, certamente dezenas de novos projetos serão construídos no estado.
Um texto publicado no BiodieselBR.com sobre o futuro das empresas petrolíferas no setor de biocombustíveis chama a atenção. Segundo a matéria as petrolíferas não estariam interessadas na primeira geração de biocombustíveis (biodiesel e etanol). "Primeira geração só é obter óleo de sementes. Eu quero dizer, isto é feito há 3,000 anos... O negócio hoje realmente não nos interessa", palavras de Wolfgang Ruttenstorfer, executivo principal da OMV da Áustria, a maior refinaria independente da Europa central. O interesse é maior com uma segunda geração de biocombustíveis, que tem uma estrutura muito mais cara de montar. Percebe-se que as petrolíferas não estão incomodadas com a entrada das empresas de agroindústria, como Bunge e ADM, para elas a primeira geração de biocombustível será da agroindústria e a segunda das petrolíferas.
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