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Setor volta a investir

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Com a chegada do B7, usinas retomam investimentos em capacidade produtiva nova

Edição de Dez / Jan 2014 4 min de leitura

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Com a chegada do B7, usinas retomam investimentos em capacidade produtiva nova

Fábio Rodrigues, de São Paulo

Os novos aumentos de mistura parecem ter reanimado as empresas do setor a fazerem novos investimentos em capacidade produtiva. Apesar de ainda não termos usinas novas no radar, pelo menos quatro empresas do setor – Granol, PBio, Minerva e SPBio – aproveitaram a deixa para desengavetar projetos de ampliação de suas usinas. Além dessas, a BSBios também já anunciou que tem intenção de ir pelo mesmo caminho, embora, neste último caso, ainda se trate mais de um estudo do que de um projeto propriamente dito.

A primeira foi a Granol, que no começo de setembro obteve autorização de ampliação para sua usina de Porto Nacional (TO). Quando as obras estiverem concluídas a usina terá capacidade para fabricar 180 milhões de litros por ano.

Esse primeiro anúncio colocou o setor em movimento: em apenas dois meses, a ANP concedeu três autorizações que apontam para 115 milhões de litros em capacidade nova a caminho do mercado nos próximos meses.

No final de outubro, a PBio obteve autorização para ampliar sua usina em Guamaré (RN). Hoje, ela não passa de uma unidade experimental com capacidade de fabricar 7,2 milhões de litros, que com a ampliação será capaz de produzir 20,1 milhões de litros por ano. A estatal já tinha anunciado planos para fazer essa conversão em meados de 2009, mas desde então vinha mantendo o projeto engavetado.

A Minerva foi a seguinte. No começo de novembro ela obteve a autorização que vai permitir mais do que quadriplicar a fábrica de biodiesel que o grupo do setor frigorífico mantém em Palmeiras de Goiás (GO). O documento indica que a unidade passará dos atuais 16,2 para 72 milhões de litros por ano.

Já no final do mesmo mês, foi a vez da SPBio. No caso da usina localizada no município paulista de Sumaré (120 quilômetros de São Paulo), o processo está um pouco mais adiantado. A autorização para ampliar a usina de 25 para 72 milhões de litros já havia sido publicada pena ANP há cerca de dois anos. Contudo, a empresa tinha deixado o processo em fogo brando e só foi se preocupar em obter a autorização de operação para a nova capacidade agora.

Intenção
Outro player importante do setor também já sinalizou que quer voltar a investir. Durante uma reunião promovida pela Câmara Brasil-Alemanha no dia 23 de outubro passado em Porto Alegre, o diretor-presidente do grupo BSBios, Erasmo Battistella, adiantou que está estudando uma ampliação de capacidade.

A meta é continuar entre os três maiores produtores do biocombustível no Brasil. Para tanto, o grupo espera aumentar sua capacidade produtiva dos atuais 343,4 para 400 milhões de litros – um aumento de aproximadamente 16,5%. A informação disponível não permite saber se o plano envolve as duas plantas do grupo – Marialva (PR) e Passo Fundo (RS) – ou se apenas uma delas seria ampliada. Por enquanto, o projeto ainda está em fase de detalhamento e as autorizações necessárias para o começo das obras ainda não foram emitidas pela ANP.

Se computarmos também a ampliação da BSBios, a capacidade produtiva nova a caminho do mercado supera os 170 milhões de litros.

Mais oferta
O aumento no potencial de oferta das usinas é um bom sinal para o setor e pode colaborar para desfazer a má imagem deixada depois da atrapalhada estreia do B7 durante o Leilão 39.

Em função da falta de oferta das concorrentes, o governo realizou o primeiro leilão complementar da história do PNPB. “Acabou que estamos com um ponto de interrogação muito grande sobre qual é a capacidade de oferta que, de fato, o setor tem (...) Será que de fato estamos preparados para o B7?”, chegou a dizer o diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Ricardo Dornelles, durante a Conferência BiodieselBR 2014 [leia mais sobre o assunto na reportagem “Por um fio do bigode”, na edição 44].

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