BiodieselBR
Publicidade

O fim dos combustíveis fósseis

noticia ofimdoscombustiveisfosseis

Esta é a solução apontada pela mais recente edição do relatório IPCC para se evitar uma catástrofe climática

Edição de Dez / Jan 2014 3 min de leitura

noticia ofimdoscombustiveisfosseis

Esta é a solução apontada pela mais recente edição do relatório IPCC para se evitar uma catástrofe climática

noticia ofimdoscombustiveisfosseis

Esta é a solução apontada pela mais recente edição do relatório IPCC para se evitar uma catástrofe climática

Cátia Franco, de São Paulo

Divulgado no início de novembro, o 5º Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) foi taxativo quanto à necessidade de se intensificar o uso de energias renováveis em âmbito global. Segundo o documento, se o mundo quiser evitar piores impactos das mudanças climáticas, será preciso zerar o consumo de combustíveis fósseis até 2100. Para ter chance de alcançar essa meta, será preciso quadruplicar o uso de energias renováveis até 2050.

Atualmente, os governos do mundo despendem menos de US$ 400 bilhões por ano em políticas de redução de emissões e outras estratégias de enfrentamento às mudanças climáticas. Isso é menos que a receita de apenas uma das grandes petrolíferas e não tem sido o bastante para impedir que as emissões de gases de efeito estufa continuem se intensificando.

“O custo da inércia será horrivelmente maior”, alertou o presidente do IPCC, Rajendra Pachauri. “Manter o atual modelo de crescimento não é uma opção para nós”, diz.

Desdobramentos Caso o consumo de combustíveis fósseis se mantenha no patamar atual, são grandes as chances de a temperatura global aumentar mais de 2ºC até 2100 – 66% de acordo com as estimativas do copresidente de um dos grupos de trabalho do IPCC, Youba Sokona.

O relatório do IPCC revelou que a concentração de gases- -estufa na atmosfera é a maior dos últimos 800 mil anos. Com isso, potencializa-se – e muito – a perspectiva de que o aumento da temperatura média global ultrapasse os 4ºC até 2100.

“A transição para uma economia de baixo carbono é tecnicamente viável”, salientou Sokona, “mas faltam políticas e instituições apropriadas. Quanto mais esperarmos para agir, maior será o custo para mitigação e adaptação”.

Indisposição O relatório do IPCC deve servir de fomento para as discussões da Conferência do Clima que acontecem em Lima (Peru), agora em dezembro. Contudo, a grande esperança de se obter um compromisso mais concreto está sendo depositada na edição de 2015 do evento, que será realizada em Paris. Espera-se que desse fórum saia um novo acordo global contra as mudanças climáticas que substituirá o Protocolo de Quioto.

O presidente do IPCC acredita que o tom mais forte do novo relatório poderá contribuir para quebrar a resistência dos países em desenvolvimento, que se recusam a aceitar metas obrigatórias para redução de emissões de CO² – exigência imposta pelas nações desenvolvidas.

Compartilhar: