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Terceiro do ranking

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Brasil fica em terceiro lugar em novo ranking dos maiores produtores de biodiesel do mundo
Edição de Out / Nov 2014 4 min de leitura
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Brasil fica em terceiro lugar em novo ranking dos maiores produtores de biodiesel do mundo

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Brasil fica em terceiro lugar em novo ranking dos maiores produtores de biodiesel do mundo


Fábio Rodrigues, de São Paulo

Com 2,9 bilhões de litros de biodiesel fabricados, o Brasil ficou com o bronze no ranking dos principais mercados nacionais de biodiesel para o ano de 2013. Esse é o terceiro ano seguido em que o Brasil cravou a terceira posição na lista – que reúne 16 países – elaborada pela Renewable Energy Policy Network for the 21st Century (REN21), uma rede internacional multissetorial fundada em 2004 como resultado da Conferência Internacional de Energia Renovável realizada naquele ano na cidade alemã de Bonn.

De acordo com o relatório “Renewables 2014 – Global Status Report”, o mundo fabricou 26,3 bilhões de litros de biodiesel no ano de 2013. Isso representa um crescimento de 11,5% sobre o resultado que havia sido apurado no ano anterior, que foi de 23,6 bilhões de litros.

Ranking

Superaram o Brasil no ano passado os Estados Unidos (4,8 bilhões de litros) e a Alemanha (3,1 bilhões de litros). A Argentina, que aparecia em segundo lugar com 2,8 bilhões de litros fabricados em 2012, viu sua participação encolher para 2,3 bilhões de litros, o que lhe valeu a quarta colocação.

A produção argentina recuou em função da diminuição das exportações para a União Europeia (UE). O país era o principal fornecedor de biodiesel para o bloco europeu, masviu suas vendas externas secarem depois que a UE passou a acusar o governo de Buenos Aires de praticar dumping no mercado de biocombustíveis.

O fechamento do mercado europeu parece ter beneficiado principalmente a Alemanha e a França, que voltaram a crescer.

O Brasil entrou na lista pela primeira vez em 2006. Naquele ano, o país ficou com o 12º lugar com produção 70 milhões de litros. A partir de 2008 (ano em que passou a valer a mistura obrigatória), o país assumiu a quarta posição e, de lá para cá, vem se mantendo nas primeiras colocações do ranking, no qual chegou a ficar em 2º lugar no ano de 2010.

Vale ressaltar que o Brasil é um dos poucos países com performance consistente da lista, mantendo crescimento a cada nova edição do relatório. Todos os outros países do topo da lista apresentaram retração na produção em pelo menos uma das edições do relatório.

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Desconcentração

Também chama a atenção o crescimento recente de dois novos players do mercado, ambos da Ásia: a Indonésia, que vem crescendo ano a ano desde 2009 e fabricou 2 bilhões de litros em 2013; e a Tailândia, que de 2010 até 2013 dobrou a produção nacional para 1,1 bilhão de litros. Singapura também chegou bastante perto de superar a marca de 1 bilhão de litros fabricados num único ano, embora esta tenha sido a primeira participação do país.

Em escala menor e num passo bem mais lento, a Colômbia também vem crescendo e dobrou a produção entre 2012 e 2013 chegando a 600 milhões de litros anuais.

O mercado tem ficado mais pulverizado ao longo do tempo. Em 2005, mais de 90% da produção global estava concentrada nos países da União Europeia. Essa proporção tem caído e ano passado ficou abaixo dos 40% – a menor já registrada pela REN21.

Emprego

No mundo, 1,4 milhão de pessoas têm empregos relacionados à produção de biocombustíveis, sendo que o Brasil é o que mais emprega. São 820 mil trabalhadores ocupados pela indústria de biocombustíveis: 330 mil no setor canavieiro, 208 mil na produção de etanol, 200 mil no segmento de equipamentos e 82 mil na produção de biodiesel.

O segundo lugar cabe aos Estados Unidos, com 236 mil trabalhadores empregados.

A produção de etanol está em recuperação. O etanol virou o jogo e cresceu 6% em 2013 com uma produção global de 87,2 bilhões de litros, enquanto o óleo vegetal hidrotratado – outra alternativa renovável ao óleo diesel – cresceu 16% chegando a 3 bilhões de litros fabricados. No geral, a produção de biocombustíveis cresceu 7% no ano passado, chegando a 116,6 bilhões de litros. Nas contas da REN21, os biocombustíveis líquidos correspondem a 3% da demanda do setor de transportes.
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