Alta contraria as promessas que vêm sendo repetidas por Donald Trump
O diesel registrou nesta terça-feira (15) um novo recorde, com o preço de 6,27 dólares (32 reais) por galão nos Estados Unidos, consequência das tensões no Oriente Médio e dos ataques ucranianos contra refinarias russas.
O galão (3,78 litros) estava, em média, a 6,2694 dólares, segundo a Associação Americana de Automóveis (AAA).
A alta dos combustíveis, muito impopular nos Estados Unidos, contraria as reiteradas promessas do presidente Donald Trump de queda dos preços nos postos de gasolina a poucas semanas das eleições legislativas de meio de mandato, que acontecerão em novembro.
O presidente americano afirmou na segunda-feira que Ucrânia e Rússia se comprometeram a interromper os ataques contra as infraestruturas de energia da outra parte, um dia depois de criticar Kiev por seus ataques contra as refinarias de diesel russas.
"O fim dos ataques ucranianos contra as refinarias russas ajudaria a reequilibrar o mercado de diesel, mas a escassez de produtos refinados provenientes do Oriente Médio é, de longe, o fator mais importante para o aumento dos preços", avalia Arne Lohmann Rasmussen, analista da Global Risk Management.
Após ataques atribuídos ao Iraque, as autoridades da Arábia Saudita anunciaram na sexta-feira o fechamento temporário do oleoduto Leste-Oeste, que permite contornar o bloqueio do Estreito de Ormuz, o que provocou a disparada do preço do barril de Brent, o petróleo de referência na Europa, que se aproximou de 110 dólares.