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Nomenclatura mutante

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Conheça as diferenças na terminologia usada pelo mercado para definir os tipos de glicerina
Edição de Out / Nov 2014 3 min de leitura
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Conheça as diferenças na terminologia usada pelo mercado para definir os tipos de glicerina

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Conheça as diferenças na terminologia usada pelo mercado para definir os tipos de glicerina


Cátia Franco, de São Paulo

Além de ter muitas aplicações, a glicerina também tem muitos nomes, o que nem sempre favorece que o mercado se entenda. O primeiro esclarecimento a ser feito nesse sentido é que o nome correto da substância que conhecemos como glicerina é “glicerol” ou “propano-1,2,3-triol”, como define a União Internacional de Química Pura e Aplicada (Iupac, na sigla em inglês), que é o órgão responsável por padronizar os nomes das substâncias químicas.

Glicerina é um apelido comercial que acabou pegando no mercado.

As empresas do setor convencionaram termos próprios para descrever os diferentes tipos de glicerina disponíveis, criando uma escala hierárquica de acordo com o grau de pureza.

Na última divisão, encontra-se a glicerina bruta, que possui algo entre 30% e 50% de glicerol. Embora fosse bastante comum no começo do programa de biodiesel, hoje é relativamente difícil encontrar usinas que a vendam. “Ela representa a ineficiência de uma planta de biodiesel”, explica o diretor executivo da Prisma Brazil, Moisés Rocha. Isso porque a glicerina bruta costuma ter teores bastante elevados de metanol e ácidos graxos não recuperados durante o processo produtivo.

Em seguida aparece o que conhecemos como “glicerina loira”, cujo teor de pureza fica entre 70% e 85%. Entretanto, essa alcunha, que se deve ao seu forte tom amarelo, não foi adotada pelo mercado internacional. Segundo Carla Vilas Boas, diretora da Lumina Trading, qualquer glicerina com teor de glicerol abaixo de 90% é chamada internacionalmente de crude glycerin (glicerina crua, ou bruta). “No Brasil, quando [os fabricantes] falam em glicerina crua, normalmente eles estão falando de uma glicerina com teor inferior”, explica Carla.

Alto padrão

Acima da glicerina loira estão as versões “top” do produto. Entre os requisitos básicos está a exigência de um grau mínimo de glicerol de 98%, obtido por meio de processo de purificação (destilação ou refinação), que também acaba por deixar a glicerina livre de água, ésteres e sais.

O que as diferencia é o teor de pureza. A glicerina refinada de grau técnico tem aplicação exclusivamente industrial.

O acesso às indústrias farmacêutica e de cosméticos só é liberado para a glicerina com grau mínimo de 99,5% de glicerol. Tal exigência foi fixada pela United States Pharmacopeia (USP), daí o motivo deste produto ter sido denominado glicerina refinada grau USP.
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