Quando o programa de biodiesel (PNPB) foi criado, existiam, naturalmente, muitas incertezas em relação ao modelo proposto.
Quando o programa de biodiesel (PNPB) foi criado, existiam, naturalmente, muitas incertezas em relação ao modelo proposto. Por isso, desde sua criação ele passou por diversos ajustes. Até que as teorias fossem colocadas à prova, não se tinha uma visão muito nítida dos problemas que poderiam acontecer.
Em retrospecto, no entanto, ficam claras as diversas regras equivocadas que incidiram sobre o mercado em desenvolvimento – muitas, inclusive, benéficas do ponto de vista das empresas ou de algumas usinas. As falhas revelam mais quando contextualizadas com as ações corretivas aplicadas pelo governo.
Quando se faz esta análise levando em consideração as mudanças nos leilões e a evolução da regulação, da qualidade do biodiesel, da inclusão social e de outros parâmetros de avaliação do PNPB, não é difícil constatar que a decepção maior ficou por conta do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). E as evidências, infelizmente, também revelam um padrão. Em comparação com os outros ministérios, o órgão intervém com recorrente lentidão.
Em parte, isso é consequência do envolvimento restrito do órgão com o PNPB. Esse distanciamento do programa se reflete, por exemplo, na última discussão sobre as cotas de 10% do leilão para quem possui o Selo Social, tema da reportagem de capa desta edição. No encontro entre os envolvidos, nenhum representante do MDA esteve presente.
Por sua vez, essa despreocupação tem origem na falta de controle e de avaliação das implicações das ações do MDA no funcionamento do selo. Resultado: decisões demoradas, avaliações imprecisas e falhas na divulgação de dados.
Esses problemas podem ser camuflados sob o discurso do enorme desafio que é levar desenvolvimento agrícola para quem não faz ideia do que isso significa, mas a origem dos fracos resultados de inclusão social efetiva continua a mesma, limitando o florescimento da nobre iniciativa.
Julio Cesar Simczak Vedana
Diretor de Redação
Quando o programa de biodiesel (PNPB) foi criado, existiam, naturalmente, muitas incertezas em relação ao modelo proposto. Por isso, desde sua criação ele passou por diversos ajustes. Até que as teorias fossem colocadas à prova, não se tinha uma visão muito nítida dos problemas que poderiam acontecer.
Em retrospecto, no entanto, ficam claras as diversas regras equivocadas que incidiram sobre o mercado em desenvolvimento – muitas, inclusive, benéficas do ponto de vista das empresas ou de algumas usinas. As falhas revelam mais quando contextualizadas com as ações corretivas aplicadas pelo governo.
Quando se faz esta análise levando em consideração as mudanças nos leilões e a evolução da regulação, da qualidade do biodiesel, da inclusão social e de outros parâmetros de avaliação do PNPB, não é difícil constatar que a decepção maior ficou por conta do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). E as evidências, infelizmente, também revelam um padrão. Em comparação com os outros ministérios, o órgão intervém com recorrente lentidão.
Em parte, isso é consequência do envolvimento restrito do órgão com o PNPB. Esse distanciamento do programa se reflete, por exemplo, na última discussão sobre as cotas de 10% do leilão para quem possui o Selo Social, tema da reportagem de capa desta edição. No encontro entre os envolvidos, nenhum representante do MDA esteve presente.
Por sua vez, essa despreocupação tem origem na falta de controle e de avaliação das implicações das ações do MDA no funcionamento do selo. Resultado: decisões demoradas, avaliações imprecisas e falhas na divulgação de dados.
Esses problemas podem ser camuflados sob o discurso do enorme desafio que é levar desenvolvimento agrícola para quem não faz ideia do que isso significa, mas a origem dos fracos resultados de inclusão social efetiva continua a mesma, limitando o florescimento da nobre iniciativa.
Julio Cesar Simczak Vedana
Diretor de Redação