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Selo social: perdas e ganhos


Edição de Out / Nov 2012 - 31 out 2012 - 11:25 - Última atualização em: 13 dez 2012 - 10:39
Enquanto Comanche perde o selo do MDA, Camera recebe o benefício para sua segunda usina

Fábio Rodrigues, de São Paulo

No dia 27 de agosto, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) promoveu mudanças na lista das usinas detentoras do Selo Combustível Social. No final, a situação terminou no zero a zero, com uma usina perdendo e outra recebendo o benefício.

A ganhadora foi a usina localizada na cidade de Rosário do Sul (RS) adquirida da Vanguarda Agro (ex-Brasil Ecodiesel) pela Camera, no final do ano passado. Com isso o grupo das “com selo” ganhou mais 129,6 milhões de litros em capacidade produtiva anual.

A perdedora foi a Comanche, de Simões Filho (BA), cuja capacidade é de 120 milhões de litros por ano. A retirada não é bem uma surpresa para o setor, já que a última vez que a usina baiana participou do mercado foi em fevereiro de 2011, durante o Leilão 21. Desde então, a unidade produtiva está praticamente paralisada. Ela chegou, inclusive, a ter R$ 350 mil em pagamentos que teria a receber da Petrobras bloqueados pela Justiça do Trabalho para garantir o pagamento de salários de seus operários. Com isso, as unidades detentoras do selo social do MDA chegam a 39 das 61 autorizadas pela ANP a comercializar biodiesel no Brasil, somando 4,9 bilhões de litros, para uma capacidade instalada de 6,9 bilhões – o que dá um pouco mais de 71% do total.

Cargill (MS) e Bianchini (RS) estão na fila, esperando que o MDA as inclua no rol das detentoras do benefício. Com mais essas duas – com capacidades de 252 milhões de litros e 324 milhões de litros, respectivamente –, serão quase 5,5 bilhões de litros ou 79,7% do total.