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Notas: Dilma e biodiesel, investimento e pinhão-manso


Edição de Abr / Mai 2012 - 19 abr 2012 - 14:52 - Última atualização em: 24 abr 2012 - 16:40

PRESIDENTA - Dilma fala sobre biodiesel

Depois de um período de empolgação na época do lançamento do PNPB, o biodiesel praticamente desapareceu dos discursos presidenciais. Mas na edição de 14 de fevereiro da coluna “Conversa com a Presidenta”, Dilma Rousseff voltou a falar do assunto ao responder a dúvida de um cidadão alagoano que queria saber mais sobre a participação da agricultura familiar na produção de matérias-primas para o biodiesel. Para a presidente, o biodiesel tornou-se um “excepcional programa de inclusão social”, com o número de agricultores familiares envolvidos chegando a 100 mil em 2010 e um faturamento superior a R$ 1,4 bilhão em 2011. Crescimento de mais de 20 vezes em cinco anos. O que ela deixou de fora é que quando coordenou o lançamento do PNPB como ministra de minas e energia, no primeiro governo Lula, a meta era ter quase 250 mil agricultores familiares envolvidos a esta altura.

INVESTIMENTO - Bunge investirá R$1 bi

Fora um audacioso plano de expansão que pretende investir US$ 2,5 bilhões até 2016 na expansão de suas operações no país, pode ser que a Bunge invista mais R$ 1 bilhão para produzir palma de óleo no Brasil. Segundo o presidente-executivo da filial brasileira, Pedro Parente, o conselho da companhia já teria dado sinal verde para esse novo investimento. Embora atualmente não seja um grande produtor de óleo de palma, o Brasil tem um programa ambicioso nesse sentido, que já atraiu investimentos bilionários de players globais como Petrobras, Vale e ADM.

REGULADORES - Produtividade do pinhão-manso

Dois pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências publicaram um estudo sobre os benefícios do uso de reguladores de crescimento nas lavouras de pinhão-manso. Testes feitos no Jardim Botânico Tropical de Xishuangbanna entre abril e novembro de 2009 indicam que a aplicação de uma substância chamada 6-benziladenina pode aumentar a produção de frutos por planta em até 4,5 vezes. As plantas tratadas também apresentaram maior teor de óleo do que as do grupo controle – 34,8% contra 31,7%. Os chineses não são os únicos trabalhando para melhorar a produtividade do pinhão-manso. Aqui no Brasil, a Embrapa também já conduziu testes similares.