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Giro: Europa, palma e exportação argentina

- EUROPA - Mais importações, menos usinas
- DENDÊ - Biodiesel de palma é criticado
- ARGENTINA - Recorde de exportação
Edição de Abr / Mai 2012 2 min de leitura

EUROPA - Mais importações, menos usinas

Após vários anos de crescimento acelerado, as usinas de biodiesel da União Europeia (UE) têm vivido tempos difíceis. Várias empresas saíram do mercado no ano passado e a história deverá se repetir este ano. A alta nos preços dos óleos vegetais, somada à competição com o biodiesel barato importado principalmente da Argentina e da Indonésia, tem se mostrado demais para os fabricantes europeus. Dois fabricantes alemães fecharam as portas em 2011, e agora metade das usinas do país está paralisada. O problema é mais agudo na Itália e na Espanha. As importações de biodiesel da UE cresceram de 1,9 milhão de toneladas em 2010 para 2,6 milhões no ano passado. Tudo indica que em 2012 essa trajetória deva se manter.

DENDÊ - Biodiesel de palma é criticado

Uma das grandes apostas do PNPB na área de diversificação de matérias-primas, a palma (ou dendê) tem recebido duras críticas do governo norte- -americano e da União Europeia (UE). Segundo a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, se forem contabilizadas todas as emissões de gás carbônico ao longo da fabricação de biodiesel a partir do óleo de palma, a redução em relação ao diesel fóssil não chega aos 20% exigidos pelo Renewable Fuel Standard, o programa de uso de combustíveis renováveis na matriz de transportes dos EUA. Na UE, a crítica é semelhante. Para o governo brasileiro, o dendê brasileiro poderia ser cultivado em 318 mil km2 com desmatamento zero.

ARGENTINA - Recorde de exportação

As usinas argentinas de biodiesel exportaram 1,7 milhão de toneladas no ano passado. Isso representa um crescimento de 300 mil toneladas em relação a 2010. Um dos motivos do sucesso do país vizinho no mercado internacional é sua política fiscal, que incentiva a agregação de valor sobre os produtos do complexo soja. Enquanto os exportadores pagam 32% de imposto para vender óleo de soja, a tarifa do biodiesel é de 13,5%. Buenos Aires também tem se esforçado para aumentar o mercado interno, com planos de ampliar a mistura obrigatória dos atuais 7% para 20% dentro de quatro anos.
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