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Nova especificação do biodiesel


Edição de Fev / Mar 2012 - 08 mar 2012 - 12:30 - Última atualização em: 19 mar 2012 - 12:32
Padrão do biodiesel deve mudar e facilitar o caminho do aumento da mistura de biodiesel

Fábio Rodrigues, de São Paulo

Há meses o mercado sabe que os técnicos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) vêm preparando uma nova especificação para o biodiesel fabricado no Brasil. Em 9 de janeiro, a agência finalmente tornou público o resultado desse trabalho ao abrir um processo de consulta pública para os agentes de mercado darem suas opiniões a respeito das novas regras.

A revista BiodieselBR já havia adiantado vários aspectos das mudanças na reportagem “Mudanças à vista” publicada na edição nº 25. Elas incluem um limite mais estreito para o teor de água no biodiesel; a inclusão de limites para mono, di e trigliceróis; uma tabela regional para o ponto de entupimento, e a inclusão de um método para determinação da glicerina total.

A expectativa é que a nova especificação seja suficiente para minimizar os problemas em toda a cadeia, mesmo com misturas maiores que o B5. Em certa medida, as exigências mais rígidas tentam responder às recorrentes críticas do setor de varejo e distribuição de combustíveis.

A nova especificação vai substituir a resolução nº 7, que está em vigor desde março de 2008. Desde que o governo federal lançou o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB) no final de 2004, essa foi a única modificação nas especificações que estabelecem os parâmetros mínimos de qualidade do biodiesel no Brasil.

A audiência pública está marcada para acontecer na tarde do dia 16 de fevereiro na sede da ANP no Rio de Janeiro. Só depois disso e da eventual incorporação das sugestões do mercado uma nova resolução vai ser editada pela ANP.