JATROPHA - Novo pinhão-manso
O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) deve lançar uma nova variedade comercial de pinhão-manso até 2015. A oleaginosa tem sido vista como uma das principais promessas para a indústria do biodiesel, mas até o momento não existem cultivares comerciais comprovadas. Os técnicos do IAC estão utilizando técnicas de clonagem e cruzamento seletivo para desenvolver uma variedade mais produtiva e resistente a pragas e doenças. Os pesquisadores também querem reduzir o porte da planta e melhorar a maturação dos frutos para permitir a mecanização.
COPRODUTOS - Queimador de glicerina
A Universidade Estadual da Carolina do Norte, em parceria com a empresa ACT, está aperfeiçoando um queimador capaz de aproveitar a glicerina produzida no processo de fabricação do biodiesel. Os técnicos da universidade criaram um sistema de atomização por spray que consegue queimar 100% da glicerina. A tecnologia foi desenvolvida como uma resposta ao Grande Desafio de Eficiência Energética, iniciativa mantida pelo Departamento de Energia do governo dos Estados Unidos para o desenvolvimento de soluções de energia renovável. Segundo o chefe de operações da ACT, Richard Taff, as próprias usinas de biodiesel poderão tirar proveito da tecnologia e reaproveitar a glicerina que produzem como combustível em suas caldeiras.
MATÉRIA-PRIMA - Nova mamona
No final do ano passado, a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) lançou uma nova variedade de mamona chamada EBDA MPA 34. De acordo com a empresa, a nova cultivar está perfeitamente adaptada às condições do semiárido baiano e chega a apresentar produtividade 20% superior à das variedades mais comuns. Os cachos mais baixos também facilitam a colheita e o manejo das plantações. Embora a mamona não tenha se provado uma alternativa viável para a produção de biodiesel, a cultura continua sendo uma boa alternativa para os pequenos produtores do semiárido. As sementes começam a ser distribuídas para a safra 2012.
COOPERAÇÃO - Embrapa e Ubrabio
No dia 8 de dezembro, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a União Brasileira do Biodiesel (Ubrabio) assinaram um termo de cooperação. Pelos próximos cinco anos, as duas entidades trabalharão juntas em iniciativas de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e de transferência tecnológica.